Política

VIOLÊNCIA POLICIAL

Pará e Rio de Janeiro batem recordes de assassinatos por policiais e fazem Brasil aumentar 4,3% em 2019

Um levantamento exclusivo feito pelo G1 com base nos dados oficiais de 25 estados e do Distrito Federal, apenas com Goiás se recusando a passar os dados demonstrou que apesar de diversos Estados do país demonstrarem uma queda no número de assassinatos por policiais, o Brasil teve 2.886 mortes cometidas por policiais na ativa nos primeiros seis meses deste ano que comparado ao número de 2.766 em 2018 significam um aumento de 4,3%.

segunda-feira 14 de outubro| Edição do dia

Enquanto em 15 Estados como Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais,Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, houve uma redução deste percentual, o Rio de Janeiro e o Pará são os responsáveis por este aumento geral, sendo que no Pará passou de 206 em 2018 para 322 de mortos por policiais em 2019 ( representando 56% de aumento), enquanto no Rio foram mais de 800 mortes, que significam um aumento de 15%.

Das 27 unidades da federação, 15 tiveram uma queda nas mortes cometidas pela polícia, 10 registraram uma alta e um se manteve no mesmo patamar. Goiás foi o único que se recusou a repassar os dados.

Aumento da repressão é necessário para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores

Se durante as eleições de 2018 já foi possível identificar um aumento da violência especialmente contra os LGBTs, os negros e as mulheres, os dados oferecidos pelo G1 reforçam que além de grupos de extrema direita, há um aumento da violência estatal, dos agentes da repressão que estão a serviço da classe capitalistas e dos seus lucros.

Quando Witzel diz que "Rio é a segunda cidade mais segura do Brasil", não diz isso para os negros, mesmo as crianças como Ágatha que é parte desse triste levantamento. São centenas de jovens assassinados pela policia que tem suas vistas arrancadas só pelo simples fato da sua cor de pele. 

Cada vez mais o Estado burguês, com a extrema direita à frente, fica evidente como um balcão de negócios para gerir os interesses dos empresários e dos banqueiros. Um Estado completamente disciplinado à atender os interesses do capital estrangeiro, cada vez mais servil e mais submisso. Não atoa, Bolsonaro é o filho ilegítimo do golpe institucional, e poupou os policiais da nefasta Reforma da Previdência.

Para enfrentar a violência estatal, que centraliza todos os poderes consigo, e que representa a forma física da proteção da propriedade privada, e portanto, da reprodução da sociedade divida em classes e baseada na desigualdade social, é fundamental compreender que estes agentes são inimigos de classe dos trabalhadores e de todos que buscam se livrar das correntes que nos prendem.

Portanto, somente os trabalhadores junto com os estudantes, o movimento de mulheres, de negros e negras e LGBT auto-organizado, produzindo sua própria história com sua auto-atividade é capaz de oferecer uma resistência a altura do poder concentrado deste Estado. 




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