Mundo Operário

DEMISSÕES NA LATAM

Para descarregar a crise, LATAM começa o processo de demissões no Aeroporto de Guarulhos

Nesta quinta feira (16) A Latam Brasil começou com seu plano de demissões de seus funcionários em meio a pandemia deixando os na miséria. A primeira unidade a sofrer com a demissões é do Aeroporto de Guarulhos/SP. As demissões haviam sido anunciadas em 09 de junho e seria ao todo 1900 demissões, só na unidade de Guarulhos será em torno de 200 aeroviários que serão demitidos.

sexta-feira 17 de julho| Edição do dia

Nesta quinta feira (16) A Latam Brasil começou com seu planos de demissões de seus funcionários em meio a pandemia deixando os na miséria. A primeira unidade a sofrer com a demissões é do Aeroporto de Guarulhos/SP. As demissões haviam sido anunciadas em 09 de junho e seria ao todo 1900 demissões, só na unidade de Guarulhos será em torno de 200 aeroviários que serão demitidos.

A Latam descarrega ainda mais os efeitos da crise do coronavírus em cima dos aeroviários depois de ter passado 3 meses cortando salário, e também em seu processo de pressão para que os funcionários aderirem ao programa de licença não remunerada para serem afastado sem receber salários. Muitos trabalhadores aderiram ao programa com medo de serem demitidos, mas mesmo assim a empresa não teve dó nem piedade na hora de colocar seus funcionários na rua.

É uma política de ataque enorme que a empresa está impondo, e isso ocorreu principalmente por responsabilidade do sindicato dos aeroviários, que é filiada a CUT (dirigida pelo PT), que não organizou nenhuma resistência, nem mesmo assembleias com a base da categoria para discutir como combater os ataques.. Pelo contrário, o sindicato esteve desde de o início negociando as melhores formas para que ocorresse as demissões conforme a empresa queria. O sindicato ficou apenas negociando para no fim ratificar uma propostas semelhante com a da LATAM, com PDV e licença remunerada, e no fim aceitando as próprias demissões que estavam sendo impostas.

A LATAM vem sendo uma das empresas mais durar durante a pandemia. Em toda América Latina a empresa já demitiu mais de 10 mil aeroviários. Além das demissões a empresa aplicou vários outros ataques, como redução da jornada de trabalho e redução salarial em até 60% e também corte no vale alimentação, e entre outras medidas que rebaixa as condições de vida dos aeroviários.

Havia muita indignação entre os trabalhadores com as demissões e os ataques que estavam em curso em meio a pandemia, mas com a paralisia do sindicato para organizar a luta contra os ataques, gerou uma desmoralização dentro da categoria com o clima colocado pela burocracia do sindicato como se não tivesse nada para fazer, o que é totalmente absurdo, pois com a mobilização dos trabalhadores através de greves e atos poderiam barrar os ataques da patronal.

Nem mesmo outras entidade da esquerda, como a CSP-Conlutas organizou algum tipo resistência com apoio de outras categorias para barrar esse processo de demissões que está passando sem haver qualquer tipo de luta. Apenas nós do Esquerda Diário que impulsionamos com as nossas forças uma campanha contra as demissões da LATAM, como pode se ver aqui, com lambes e panfletagens, e chamando dois atos nos aeroportos para mostrar toda a solidariedade a partir de outras categorias. Toda essa campanha para mostra que os aeroviários não estavam sozinhos. Mas sem o sindicato para organizar os trabalhadores não haveria como surgir esses processo de lutas, se colocando à frente dessa luta e dá total proteção aos aeroviários para que pudesse se mobilizar sem serem penalizados. Assim era importante que as demais entidades e organizações de esquerda se manifestassem e exigisse da burocracia do sindicato, assim como o Esquerda Diário fez, para que rompesse com a paralisia e organizasse a luta frente às demissões e ataques.




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