Política

FAÇAMOS COMO NO RIO GRANDE DO SUL

Para derrotar Temer e as reformas, cerquemos de solidariedade as greves do Rio Grande do Sul

Em meio a um cenário em que os governos e patrões avançam com duros ataques contra os trabalhadores, no sul uma forte resistência a Sartori e Marchezan mostra o caminho das lutas. Apoiar as greves do RS é fundamental para fortalecer a resistência contra Temer e todos os ataques.

Fernando Pardal

@fepardal

domingo 15 de outubro| Edição do dia

As lutas de municipários em Porto Alegre e dos professores estaduais do RS são o carro-chefe da resistência aos ataques de Marchezan e Sartori. A impressionante força das greves colocou atos imensos nas ruas. Essa força já foi sentida pelo governo de Sartori, cujo secretário teve que “amenizar” o objetivo de demitir todos os professores contratados, o que depois foi reforçado por uma liminar ganha pelo sindicato de professores (Cpers). Os vereadores de Porto Alegre, pelo peso da greve, também foram obrigados a pedir a retirada dos projetos de Marchezan.

As greves romperam o cerco que mídia e governo sempre fazem para tentar taxar os trabalhadores como “privilegiados”, e vem ganhando apoio da população, mostrando a capacidade que os professores e outros setores de trabalhadores têm de se apresentar como um exemplo e uma alternativa frente aos ataques que vem sendo desferidos contra o conjunto da classe trabalhadora em todo o país.

O Rio Grande do Sul, ao lado de Minas Gerais e, principalmente, do Rio de Janeiro, têm sido estados onde a crise atingiu com mais força e, por isso mesmo, lugares que o governo golpista de Temer, em parceria com os governos estaduais e municipais, quer transformar em um exemplo de como impor que os trabalhadores e o povo pobre paguem pela crise. O chamado “Plano de Recuperação Fiscal” (PRF) foi uma forma encontrada em parceria desses governos para impor ataques ainda mais duros, que se somam aos já colocados pela PEC 55, reforma trabalhista, lei das terceirizações e outros ataques no plano nacional.

No Rio de Janeiro isso foi expresso pelo avanço na privatização da companhia de água e esgoto (CEDAE) e no aumento da alíquota previdenciária de servidores. Impõem a chantagem dos salários dos servidores constantemente atrasados; ameaçam o fechamento da UERJ, que está em uma dura luta protagonizadas por docentes, técnicos e estudantes contra os cortes do governo.

No RS os planos de ataque são os mesmos, com a privatização do Banrisul atrelada à chantagem do PRF, ataques a salários e direitos dos servidores, com o parcelamento de salários e outros ataques brutais. Portanto, não se trata de ataques isolados, que estão sendo feitos apenas em Porto Alegre ou no RS: são parte do plano nacional de patrões e governos para descarregar a crise sobre os ombros dos trabalhadores e do povo pobre.

O Rio Grande do Sul está numa encruzilhada: contra os duríssimos ataques de Marchezan e Sartori, em parceria com Temer, se ergueram greves exemplares que são verdadeiros combates de classe contra o plano dos patrões. Se os governos triunfam, é uma conquista de todos os capitalistas no sentido de mais um exemplo de como impor os ataques aos trabalhadores; por outro lado, as greves do RS que se colocam como uma sólida resistência devem ser encaradas pelos trabalhadores como uma trincheira de toda a classe trabalhadora brasileira contra os capitalistas. Seu triunfo significaria uma inflexão na correlação de forças entre patrões e trabalhadores, e poderia nos colocar novamente caminho da greve geral que havia começado a se desenhar mas foi enterrado pela traição das centrais sindicais. Apoiar as lutas do RS é apoiar o caminho das lutas dos trabalhadores para derrotar Temer e os patrões.

Por isso que a partir do congresso da CSP-Conlutas, do Esquerda Diário e em todos os locais de trabalho e universidades temos levantado a necessidade de que a juventude e os trabalhadores tomem as lutas dos trabalhadores do sul para si. “Façamos como no Rio Grande do Sul” é o lema que deve se espalhar como rastilho de pólvora pelo país. Apoiar ativamente essas lutas e também tomá-las como exemplo para seguir nosso enfrentamento contra os ataques de Temer, dos governos estaduais e municipais. Esse é o chamado que queremos deixar a todos.




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