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Para cumprir o teto de gastos de Temer, Bolsonaro promete cortar R$ 37,2 bilhões por ano

quarta-feira 21 de novembro| Edição do dia

Seguindo a orientação do governo golpista de Temer, Jair Bolsonaro se propõe cortar R$ 37,2 bilhões em despesas por ano até o fim do mandato para não descumprir a nefasta regra do teto de gastos, que proíbe que eles cresçam em ritmo superior à inflação. Assim, já se aproveita de Temer para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores.

Em quatro anos, Bolsonaro cortaria em R$ 148,8 bilhões as despesas primárias (que excluem o pagamento com juros). Os números já foram discutidos pela equipe econômica atual, que já prometeu cortar despesas para zerar o déficit das contas públicas sem aumento de impostos. Tudo, claro, em favor do pagamento da ilegal, ilegítima e fraudulenta dívida pública.

Bolsonaro calou sobre o teto dos gastos em campanha, assim como silenciou todos os ataques escravistas que planeja fazer, junto a Paulo Guedes e Sérgio Moro (ambos praticamente prepostos de Washington em Brasília). O repúdio diante das contrarreformas ultrapassa as fronteiras daqueles que votaram contra Bolsonaro, apenas 37% de seus eleitores apoiam as privatizações (para as quais Guedes criou uma Secretaria própria), e largos 60% são contrários a que se privatize a Petrobras.

Trata-se de um ponto que trará contradições ao gabinete bolsonarista. Quanto mais rápido for o ritmo das medidas antipopulares de Bolsonaro, mais aceleradamente setores de trabalhadores e pobres que votaram nele em função de sua demagogia eleitoral vão se decepcionar. Os que quiseram se enganar consumindo "fake news" verão que Bolsonaro falava sério quando dizia que os trabalhadores terão que escolher entre entregar seus direitos ou ficar sem emprego.

A crise da economia mundial não promete permitir que todos os serviços prestados a Trump serão reembolsados a contento, obrigando o novo governo a navegar por águas turbulentas, sem melhorar as condições de vida da população ou piorando-as ainda mais pela política recessiva de Guedes; e sem oportunidades abundantes de negócios.

E acima de tudo, Bolsonaro terá de aplicar ataques junto aos partidos mais fisiológicos e odiados do sistema, como o próprio DEM, corrupto até a alma. Até agora, três dos dez ministros indicados são do partido: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).

A principal medida que pode inverter a lógica capitalista e fazer com que sejam os patrões, empresários e banqueiros imperialistas a pagarem pela crise, é o não pagamento da dívida pública, pois cada centavo poupado com a aposentadoria do trabalhador, em saúde e educação, ou mesmo a privatização da Petrobras, Correios, e outras empresas públicas que propõe Bolsonaro, irá diretamente para o pagamento dessa dívida fraudulenta. Ela que já foi paga inúmeras vezes, tem servido para nada mais que engordar os bolsos desses especuladores internacionais, magnatas sanguessugas das riquezas geradas pelo trabalho da maioria da população.




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