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ENCONTRO VIRTUAL ED | Para enfrentar privatizações e o aumento nas contas de água, luz e gás, participe do Encontro de trabalhadores do Esquerda Diário

Se depender de Bolsonaro, Guedes, dos militares, do STF, do Congresso e da Globo não vai sobrar uma estatal. O resultado serão demissões, transferência de patrimônio público para bilionários e uma conta de água, de luz, e combustíveis cada vez mais caras. Precisamos organizar a luta contra as privatizações. Uma manifestação por mês contra Bolsonaro, e sem falar nesse tema, não irá barra-las. Precisamos construir uma forte voz e força da classe trabalhadora.

quinta-feira 24 de junho | Edição do dia

A TV Globo e os grandes jornais até criticam demagogicamente Bolsonaro sobre a condução genocida da pandemia, mas eles estão de braços dados com Bolsonaro quando o assunto é cortar direitos dos trabalhadores e realizar criminosas privatizações.

As privatizações são criminosas para qualquer um que pare para pensar sobre elas, menos para aqueles que fazem as leis como o Congresso e o STF. Esses engravatados, do alto de seus super-salários fazem de tudo para agradar os bilionários. É assim que o STF autorizou que a Petrobras criasse subsidiárias que não existiam e a realizar privatizações sem votação no Congresso, sem licitação e sem mesmo transparência no pleito. É assim que acontecem coisas como a venda da refinaria da Bahia por metade do preço que a Bovespa tinha calculado.

E não é que ter votação no Congresso mudaria muito. Quando querem fazem tudo apressado, votam as coisas às escondidas como fizeram com a Eletrobras nessa segunda-feira e dizem amém a esse projeto de entrega que os deputados burgueses defendem juntinho do STF, dos militares e Bolsonaro. Estão junto com os militares porque todas as privatizações da Petrobras, dos gasodutos e agora da Eletrobras acontecem somente com o aval dos militares. O ministério de Minas e Energia é chefiado por um almirante da Marinha, e a Petrobras é controlada diretamente pelos militares. Estão todos eles juntos nessa entrega do patrimônio nacional, um projeto de enriquecimento de bilionários imperialistas e nacionais à custa de todo o povo.

Muitas empresas estatais ainda estão na mira da privatização. Já mencionamos a Petrobras e a Eletrobras, mas antes disso venderam a CEDAE de águas do Rio de Janeiro e colocaram na mira os Correios, a Caixa, o Banco do Brasil e todas empresas de água e energia pelo país. Nos governos estaduais e municipais o mesmo projeto é tocado. Dória em São Paulo privatiza linhas do metrô e dos trens da CPTM, Leite no Rio Grande do Sul quer a estatal de ônibus Carris.

Essas privatizações têm como resultado contas altíssimas que são os trabalhadores que pagam. A primeira conta é em vidas, como mostra a privatização da Vale em Brumadinho. É uma conta que é paga em sofrimento como aconteceu com o apagão de mais de um mês no Amapá, que é um estado que tem sua energia privatizada e teve recorrentes apagões desde então, em meio a pandemia. Detalhe: para religar a luz no Amapá acionaram a ainda estatal Eletrobrás.

O mesmo aconteceu no derramamento de petróleo no nordeste. Não encontraram a empresa privada responsável e quem foi limpar a praia, além do próprio povo nordestino, foi a ainda estatal Petrobras.

A conta paga pelos trabalhadores também é literal. É na conta de luz, na conta de água, na tarifa do transporte que veremos o resultado, como já vimos nos preços absurdos de combustíveis e do gás de cozinha. A Petrobras é administrada pelos militares e gerentes para enriquecer os acionistas privados e não para servir ao povo, vendem tudo em dólar mesmo que produzam em real.

Para não pagar essa conta não podemos ficar esperando outubro de 2022. Não podemos ficar esperando um ato contra Bolsonaro a cada mês. As privatizações estão acontecendo agora e não vão parar só mirando no Bolsonaro, as privatizações são um plano que une todos empresários e seus políticos, para isso arquitetaram o golpe de 2016. E mais, até mesmo opositores que se dizem “socialistas” como o PSB, que governa Pernambuco e agora recebeu Freixo e o governador “comunista” do Maranhão Flávio Dino, também houve deputados deste partido que votaram a favor da privatização da Eletrobras. Ou mesmo Lula que declarou em entrevista que abriria o capital, ou seja privatizaria a Caixa.

Para enfrentar as privatizações, defender os empregos de centenas de milhares de trabalhadores e os interesses de todo povo trabalhador precisamos fortalecer a luta agora. Precisamos nos unir nos locais de trabalho para se enfrentar com as direções das centrais sindicais que estão deixando passar essas privatizações sem organizar uma luta séria. É para fortalecer essa, e outras ideias que te chamamos a participar do Encontro virtual de Trabalhadores do Esquerda Diário neste sábado.

Para participar, basta fazer sua inscrição aqui e enviaremos o link de acesso ao encontro.




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