Educação

GREVE EDUCAÇÃO MG

Para aumentar seus lucros, escola da rede privada de BH ataca a greve da rede publica

Uma escola particular de Belo Horizonte, na ânsia de aumentar seu lucro, veicula uma campanha absurda que propõe como solução para a crise da educação em Minas que os pais transfiram seus filhos para a rede privada, oferecendo descontos para matrícula, e deprecia a luta dos educadores em greve da rede pública.

quarta-feira 11 de março| Edição do dia

O Sindicato dos Professores de Minas Gerais (SINPRO), que atua junto aos trabalhadores da rede privada do estado, divulgou em seu site uma nota de repúdio a postura de uma escola cuja propaganda é considerada como antiética pelo sindicato. O Instituto Educacional Missão e Paz, localizado na região Norte de Belo Horizonte, divulgou um vídeo em suas redes sociais onde, usando imagens da greve dos professores da rede pública, afirma que “seu filho não pode ficar sem estudar” e oferece um desconto de 50% para estudantes da rede estadual se matricularem nessa instituição.

A direção do instituto se aproveita do momento pelo qual passa a rede pública de educação de Minas, que diante do projeto de desmonte e precarização impulsionado por Zema e seguido por muitos prefeitos, que busca cortar custos na educação por meio do fechamento de turmas, irregularidades no pagamento dos salários, entre outras medidas, exige dos trabalhadores o uso dos métodos mais radicais de luta – entre eles a greve – para conseguir combater os ataques.
Um posicionamento deste tipo por parte do Instituto demonstra que a principal preocupação dos empresários da rede privada é o lucro e não que a educação cumpra seu papel fundamental , que é o de preparar os estudantes para viver na sociedade, inclusive prezando por uma formação crítica e voltada ao bem estar coletivo.

A mobilização dos trabalhadores da educação que reflete na greve, que é um método legítimo e fundamental de luta não só da educação mas de todas as categorias, e que é capaz de demonstrar para os governos e patrões a força que pode ter a união dos trabalhadores em luta por seus direitos em busca de conquistas e combate aos diversos ataques sofridos, é antes de tudo, uma mobilização por uma educação pública, gratuita e de qualidade, que é um direito de todos os filhos de trabalhadores, para que a formação do estudante seja o objetivo principal, e não o lucro do grupo de empresários que domina o mercado da educação privada no Brasil.

Desde o Esquerda Diário também repudiamos a postura reacionária dos donos do Instituto que se aproveitam da crise da educação em Minas Gerais para tentar aumentar seus lucros, desmerecendo a luta e tentando manchar a imagem dos trabalhadores das educação da rede pública, e que propõe acesso a uma suposta educação de qualidade (que no caso de uma escola que assume essa postura demonstra justamente a falta de qualidade no ensino oferecido), apenas para aqueles que puderem pagar.

Também reforçamos um chamado de apoio à luta dos educadores, como única forma de combater os ataques do governo do estado e dos municípios e a tentativa de privatização da rede pública. É fundamental que toda a comunidade se some em apoio às greves da educação.

Também é super importante que os trabalhadores da educação da rede privada que expressam uma categoria precarizada e super explorada, que frequentemente sofrem com assédio dos patrões e ameaças de desemprego somem suas forças aos trabalhadores da rede pública num combate a todos os ataques à educação e à privatização que submete cada vez mais trabalhadores a empregos precários.
A educação é um direito e não uma mercadoria cujo objetivo é render lucro aos empresários. É preciso que os trabalhadores da educação das redes pública e privada unifiquem suas lutas em defesa de uma educação pública, crítica e qualidade




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