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SERVIDORES DO RS

Para aprofundar ataques no RS, Leite apoia PEC de Maia para redução de salário de servidores

Em apoio a sinalização de uma medida do congresso para que se torne possível a redução de salário dos servidores mediante a redução de jornada, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul defende medida para que haja contenção nas despesas do orçamento dos estados.

sexta-feira 23 de agosto| Edição do dia

Após o STF indicar placar por invalidade do dispositivo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que permite reduzir salários de servidores e sinalização de Rodrigo Maia (DEM) para uma articulação de uma PEC que valide tal manobra, Eduardo Leite (PSDB) declara apoio à iniciativa que visa precarizar ainda mais a vida dos servidores.

Em entrevista ao jornal Estadão, o mesmo declara:”A despesa com pessoal está colapsando os serviços à sociedade. Temos que reduzir danos. Vamos suprimir serviços à sociedade (com demissão de servidores, permitida pela Constituição) ou adotar a opção de apenas reduzir esses serviços?”. Em entrevista, ainda afirma: “O desejo é pela medida de menor custo social”. Lembrando que o funcionalismo público gaúcho passa por uma profunda crise salarial que se aprofundou ainda mais no governo Leite, chegando à atrasos salariais de quase um mês, como o dos professores do estado. com uma defasagem salarial de 102%, os professores já veem seus salários todos serem suprimidos completamente pelo Banrisul, mediante aos empréstimos de antecipação salarial.

Com uma agenda privatista, a política de Leite gira em torno de sucatear os serviços e os servidores públicos para aplicar a política vendilhona advinda de Paulo Guedes e do governo Bolsonaro, inclusive nomeando Ccs para angariar votos favoráveis às privatizações das estatais, o que demonstra que gastos não são um problema quando se trata da sua tentativa de entrega de importantes empresas do estado como a CEEE e a sulgás. Sua fala demagógica de menor custo social também não condiz com seu ataque aos professores contratados que foram sumariamente demitidos por tirarem licença saúde por mais de 15 dias, não importando a gravidade do quadro, o que demonstra total descaso com a própria vida dos funcionários e de como a política tucana, alinhada ao bolsonarismo, deseja esmagar a população em suas condições de trabalho para entregar o patrimônio público para o capital financeiro. Cada vez mais, no estado, professores adoecem e precisam se manter com a ajuda dos parentes, enquanto fica claro, mais uma vez, que o intento do atual governo de Leite e de incentivar meios de precarizar o funcionalismo público e arrochar salários.

Se o Estado está em crise, não tem que ser o funcionalismo público o responsável por pagar pela crise. Não foram os professores que criaram essa crise. Que paguem por ela os grandes sonegadores gaúchos com o confisco de seus bens sem indenização; que o governo do Estado acabe com as bilionárias isenções fiscais. Essa crise foi criada pelos capitalistas, é preciso exigir que os ricos paguem pelo que criaram, e não os serviços públicos e os trabalhadores.




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