Economia

GOVERNO ENTREGUISTA DE BOLSONARO

Para acelerar entrega das estatais, Guedes quer Secretaria de Privatizações

Paulo Guedes, futuro superministro da economia de Bolsonaro, deseja criar a secretaria de Privatizações e Desinvestimentos, vinculada diretamente a ele e com a missão de acelerar a entrega do patrimônio nacional.

terça-feira 20 de novembro| Edição do dia

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende criar uma Secretaria de Privatizações no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para acelerar o programa de venda de ativos brasileiros como forma de tentar melhorar a saúde fiscal do país, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto à Reuters nesta segunda-feira.

A iniciativa da criação de mais uma pasta vai na contramão do defendido e praticado até então por Guedes e Bolsonaro, o enxugamento da máquina pública com a extinção e a fusão de ministérios. O corte de ministérios que seria para 15, como proposto durante a campanha, e que já subiu para 18, teve como exceções a criação do Ministério da Família, que deve ficar a cargo de Magno Malta, e a necessidade de acomodar um dos seus braços direitos Gustavo Bebiano, ex presidente do PSL, que deve ficar com o cargo de ministro da Secretaria Geral da Presidência.

A criação da nova secretaria de privatizações deve ficar sob o guarda chuva do superministério da economia a cargo de Guedes - com a fusão de Fazenda, Planejamento e Indústrias. Sinalizar ao mercado a privatização ampla e irrestrita dos "ativos" brasileiros é o principal intuito da criação dessa nova secretaria, em seus cálculos delirantes Guedes já declarou ser possível arrecadar R$ 1 trilhão com as vendas do patrimônio brasileiro.

A entrega total do patrimônio nacional é o desejo dos capitalistas que Paulo Guedes e o governo Bolsonaro buscam assegurar em nome do pagamento de um dívida que é em sua íntegra ilegal e fraudulenta. Somente o não pagamento dessa dívida ilegítima pode fazer com que os recursos que hoje são drenados do investimento público diretamente para o bolso de banqueiros e imperialistas possam ser redirecionados para a saúde, educação e obras públicas.




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