COVID-19 E AS FAVELAS

Para Witzel operações policiais são a “saída” para o coronavírus nas favelas

Através do Coletivo Fala Akari, moradores do Complexo de Favelas de Acarí, zona norte do Rio de Janeiro denunciam operações policiais na comunidade. Enquanto a pandemia do coronavírus vai se alastrando pelas favelas, Witzel ao invés de garantir água, testes, álcool em gel, máscaras, kits de higiene para não dizer o mínimo que o trabalhador necessita para enfrentar a crise sanitária e de saúde que se abriu com o vírus, ele prefere levar os caveirões da polícia militar.

segunda-feira 6 de abril| Edição do dia

O Coletivo denuncia que na última sexta feira (3) e ontem no domingo (5) tiveram operações policiais nas favelas, as operações no complexo seguem, e hoje segunda feira (6) já contabilizam a 2ª operação no mesmo dia: “Além de trabalharmos para alertamos os moradores para as recomendações de prevenção ao Covid19, agora precisamos estar mais atentos às operações e possíveis mortos e baleados.” Um absurdo que moradores tenham que se preocupar não apenas com a contaminação pelo vírus, com o que vão ter pra comer já que nem Bolsonaro e nem Witzel garantem uma renda mínima e agora com a repressão policial.

A medida que a crise do coronavírus se aprofunda temos ainda mais certeza de que Witzel não se importa com a vida dos negros e dos trabalhadores nas favelas. O governador já disse que a saída para as favelas era jogar um míssil e que a polícia deveria mirar na cabeça dos moradores e atirar, mas agora faz isso no momento em que milhares de trabalhadores morrem contaminados pelo coronavírus, estão sem empregos e não tem nenhuma renda para salvar suas famílias da fome.

Witzel não apenas utiliza as subnotificações de casos de mortes e infectados em favelas para mascarar sua política racista para as favelas frente a pandemia, sem saneamento básico, kits de higiene e EPI’s, água e testes massivos, deixando que esses trabalhadores e suas famílias estejam expostos ao vírus. Mas também mostra que não deixou de ser o Witzel que assassinou mais de 1.800 pessoas em favelas e mantém sua política de repressão policial.




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Wilson Witzel   /    Rio de Janeiro   /    [email protected]

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