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Para Rui Falcão (PT), não dá pra ignorar os empresários, é preciso atendê-los

O programa de governo do PT já avisa que não se enfrentará com o mercado. Pelo contrário: já sorri ao empresariado e à classe média.

terça-feira 17 de julho| Edição do dia

Apesar do cenário incerto das eleições uma coisa fica clara, qualquer candidato que vencer as disputas presidenciais aplicará os ajustes e reformas necessárias sobre os trabalhadores para manter os lucros dos empresários. Com o PT não foi nem será diferente.

Em entrevista a Folha de São Paulo, Rui Falcão, ex-presidente do PT, propõe estabilizar o câmbio e a inflação e reduzir os juros, como se estivéssemos em período de ascensão econômica. Propõe isso sem deixar claro, afinal, como fazê-lo.

Com um discurso de que o PT "governa para todos", Falcão tentou mostrar que estava ao lado dos trabalhadores, ao mesmo tempo que abria os braços para os empresários, na tentativa de conciliar interesses inconciliáveis. Mas estabilizar o câmbio e a inflação, reduzindo os juros que o PT coloca é entregando mais e mais dólares ao mercado estrangeiro. Não existe nenhuma discussão séria acerca deste tema por parte do petismo, e assim se mostra cada vez mais subordinado ao mercado financeiro e os interesses dos imperialistas.

O mundo todo passa por uma profunda crise econômica. Os empresários querem garantir que seus lucros continuem aumentando às custas dos trabalhadores e da população. Não à toa deram um golpe no país e logo em seguida aplicaram corte de gastos em investimentos em saúde e educação e aprovaram a Reforma Trabalhista. Isso só mostra que o projeto petista de conciliação é falido e, na prática, está a serviço dos empresários e banqueiros e não da população.

O PT diz que vai se enfrentar com o capital financeiro, mas o que eles realmente fazem é dar mais lucro aos empresários para acalmar o mercado. Como fez religiosamente durante todo seu governo, pagando a dívida pública que entrega trilhões de reais dos cofres públicos aos empresários imperialistas.

O PT não é uma saída para os trabalhadores. Não mobilizou os sindicatos que dirige quando o direito dos trabalhadores estavam sendo atacados, não lutou contra o golpe nem contra o avanço do judiciário na prisão arbitrária do Lula. E inclusive continua fazendo acordos parlamentares com políticos que foram a favor golpe institucional.

É preciso construir uma saída de fato dos trabalhadores, que passa por impor o não pagamento da dívida pública, que é um verdadeiro mecanismo de saque aos recursos do país. Se enfrentando com o capital financeiro e com o imperialismo que quer fazer com que a população pague pela crise econômica com reformas e ajustes.




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