Mundo Operário

GREVE GERAL

Para CUT/RS rodoviários são pelegos, mas governadores do PT que apoiam a reforma são aliados

O dia amanheceu em Porto Alegre com o Choque reprimindo duramente as manifestações dos trabalhadores do transporte e da juventude em Porto Alegre e região metropolitana. Logo depois da dura repressão na garagem da empresa Trevo, a burocracia sindical do PT e da CUT, que não organizaram desde as bases a paralisação e não colocaram todo seu peso para mobilizar os trabalhadores e efetivar a greve geral, de forma cínica e demagógica, acusavam de pelegos e escrachavam os rodoviários que se viram obrigados a trabalhar frente ao boicote do sindicato e a repressão policial.

sexta-feira 14 de junho| Edição do dia

O dia amanheceu em Porto Alegre com o Choque reprimindo duramente as manifestações dos trabalhadores do transporte e da juventude em Porto Alegre e região metropolitana. Logo depois da dura repressão na garagem da empresa Trevo, a burocracia sindical do PT e da CUT, que não organizaram desde as bases a paralisação e não colocaram todo seu peso para mobilizar os trabalhadores e efetivar a greve geral, de forma cínica e demagógica, acusavam de pelegos e escrachavam os rodoviários que se viram obrigados a trabalhar frente ao boicote do sindicato e a repressão policial.

Enquanto isso, nós do MRT e da Faísca, junto estudantes independentes, discutíamos com os trabalhadores depois da repressão, panfletando para os rodoviários sobre a reforma da previdência, e denunciando o duplo discurso do PT e da CUT e a traição do sindicato dirigido pela Força Sindical. Numa defesa intransigente dos trabalhadores, que não contam com nenhum suporte nem do sindicato, nem do PT e da CUT para organizar sua luta, respondemos às calúnias da burocracia sindical denunciando o papel de traição que estão cumprindo no dia de hoje.

Existe disposição de luta por parte dos trabalhadores, que apoiavam e viram com simpatia a manifestação em frente a garagem, desmentindo as calunias da CUT. Que, por sua vez, depois de toda a denúncia que fizemos e frente a indignação dos rodoviários tiveram que se calar.

A mesma burocracia sindical dos governadores do PT no nordeste, que já sinalizaram aceitar a reforma da previdência mediante algumas alterações que negociam abertamente com o governo, responsável também por desarticular a greve geral nacionalmente, agora acusa os trabalhadores de pelegos. Chegam ao absurdo de dizer que os trabalhadores não querem se aposentar. Tentam transferir para os trabalhadores rodoviários a culpa pelo funcionamento da garagem, ao passo que defendem a política traidora de seus governadores.

É preciso que a CUT rompa com esse duplo discurso e organize uma plano de luta sério, com assembleias de base nas categorias que dirige, para derrotar a reforma da previdência de Bolsonaro.




Tópicos relacionados

14J   /    14J Contra a reforma da previdência   /    Reforma da Previdência   /    Porto Alegre   /    PT   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar