ELEIÇÕES 2018

Para Bolsonaro, críticos de seu programa de ataque ao trabalhador e povo é "analfabeto"

Em formatura de Sargentos da Polícia Militar que ocorreu hoje (17) em São Paulo, Bolsonaro aproveitou o público para fazer comício e respondeu as inúmeras críticas ao seu programa de governo: "Não posso responder ao analfabeto que falou isso aí". O programa de ataques brutais aos trabalhadores, ao povo pobre e negro é facilmente desmascarado.

Marcello Pablito

Trabalhador do bandejão da USP e membro da Secretaria de Negras, Negros e Combate ao Racismo do Sintusp

sexta-feira 17 de agosto| Edição do dia

O mais profundo elitismo e preconceito contra os pobres, tão característicos da nojenta classe dominante brasileira, foi demonstrado por Bolsonaro. Seu racismo, pelo qual é inclusive réu, se mostra em cada detalhe, e faz parte dos motivos pelos quais leva adiante um programa que é sobretudo contra o povo pobre, os negros e os trabalhadores, com privatizações e ataques aos nossos direitos.

Em uma formatura de sargentos da PM, respondendo a críticas a seu programa, disse "Não posso responder ao analfabeto que falou isso aí. Se o cara não sabe ler e interpretar não posso dizer nada".

Não é preciso ser alfabetizado pra ouvir e entender muito bem que Bolsonaro é um reacionário do pior tipo, machista, racista, homofóbico. Pelo contrário, muitas vezes trabalhadores que mais sofreram com a exploração e a precarização dos nossos direitos, e não tiveram oportunidade de aprender a ler e escrever, são os que melhor entendem que discursos como esse mostram que Bolsonaro está contra nós e nossos interesses. Que ele quer defender sua casta militar e os capitalistas, num programa que parece um “copia e cola” das cartilhas neoliberais mais fiéis ao que manda o imperialismo e os grandes capitalistas. Que quer rasgar o que resta dos direitos trabalhistas que nos restam e nossas aposentadorias.

Ele ainda arrematou “O plano é uma diretriz, é uma intenção. Vocês nunca cobraram plano de ninguém". Aprendeu bem, em suas mais de duas décadas como um parlamentar parasitário, que vive de privilégios e sem trabalhar, que pode sobreviver sem um “plano” que não seja repetir e obedecer o que lhe mandam os capitalistas, e é isso que quer aprender com Paulo Guedes – seu guru da economia liberal – e os demais que escreveram seu programa, que serão seus “técnicos” num futuro governo para atacar os trabalhadores e precarizar ainda mais nossos direitos, enquanto ele se reserva a “tarefa” de vociferar o lixo reacionário pelo qual ficou conhecido.




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