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Para Alckmin e Aécio 2018 já é hoje: batalha na Câmara

terça-feira 1º de novembro| Edição do dia

Deputados paulistas decidiram lançar na próxima semana um nome ligado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) para a disputa pela liderança da legenda na Câmara. Alckmin e o senador Aécio Neves (MG) medem forças internamente tendo como horizonte a eleição presidencial de 2018. Por fora, como azarão tentando utilizar-se do PMDB para sua disputa no tucanato localiza-se Serra. Aécio derrotado em casa amarga uma situação complicada que não se resolveu com a eleição de seu aliado gaúcho, Marchezan Junior. Alckmin é o maior vencedor do pleito.

Apesar de o PSDB sair das eleições municipais como o maior vitorioso, Aécio, presidente do partido, amargou nova derrota na terra natal - em Belo Horizonte, o candidato tucano João Leite foi derrotado no segundo turno por Alexandre Kalil (PHS). Já o governador paulista, que faturou com a vitória de João Doria (PSDB) em São Paulo no primeiro turno, consolidou o triunfo na segunda etapa de votação e aumentou seu cacife para 2018.

A escolha do líder na Câmara, que ocorrerá na primeira semana de dezembro, é vista no partido como estratégica para a escolha do futuro presidenciável. A representação "alckimista" tem 14 deputados federais de uma bancada de 50. Na câmara os resultados das prefeituras não se traduzem ainda, e ali Aécio pode dar um contra-golpe ao adversário paulista.

O coordenador da eleição interna dos "alckmistas" é o deputado Ricardo Tripoli. Além dele, estão cotados os deputados Silvio Torres, secretário-geral do PSDB - que é o favorito -, Vanderlei Macris e Eduardo Cury, todos afinados com o Palácio dos Bandeirantes. "O PSDB foi o grande vencedor do Brasil. Já dentro do PSDB o grande vencedor foi Geraldo Alckmin. Os resultados fortaleceram nacionalmente o governador", disse Torres ao jornal Estado de São Paulo.

Aliados de Aécio, por sua vez, minimizam a derrota de João Leite em Belo Horizonte e a influência de Alckmin em São Paulo e afirmam que o senador mineiro revitalizou sua liderança nacional nestas eleições municipais. "Aécio continua no páreo. Ele terá influência na sucessão da liderança da bancada. Geraldo Alckmin teve uma grande vitória, mas está preso na missão de governar São Paulo", afirmou o deputado federal Domingos Sávio, que é presidente do PSDB mineiro.

Além da disputa da liderança tucana a disputa pela presidência da Câmara aumenta as disputas no tucanato

A sucessão na presidência da Câmara, em fevereiro de 2017, é outro momento determinante para os próceres do neoliberalismo pátrio, o tucanato.

O atual líder na Casa, Antônio Imbassahy, e o deputado Carlos Sampaio (SP), ligados a Aécio, são cotados. Do grupo de Serra, o deputado Jutahy Junior (BA) quer concorrer. A sigla reivindica apoio do Planalto e do PMDB para chegar ao comando da Casa. Serra, alijado dentro da disputa de Aécio e Alckmin se vale do PMDB para suas posições. Porém sua candidata via PMDB, Marta Suplicy com seu homem paulista, Andrea Matarazzo, saiu-se muito mal nas eleições e depende de "combinações" da sorte para avanço em suas posições rumo a 2018.

Um fator "imponderável" cruza as disputas tucanas, a Lava Jato e quem dos três contendentes pode ser atingido para dar uma aparência de imparcialidade à operação, mostrando que também pega tucanos enquanto segue em sua obra que visa abrir caminho a novos esquemas de corrupção mais ligados ao imperialismo, e empresas sempre citadas na Lava Jato e nunca investigadas como a Shell, Transocean, entre outras mui interessadas partes.

Nessas iminentes disputas no tucanato se vê um reflexo da crise política nacional mesmo nas hostes vitoriosas. Em meio à crise de representatividade onde até mesmo o tucanato vence apelando à anti-política cada partido se vê ele como a resposta aos problemas nacionais, e cada fração de cada partido como o "messias" a guiar os rumos do país. Nas disputas também se vê a ansiedade com que cada político busca aproveitar a oportunidade, a crise do PT é a melhor chance de cada tucano, cada político dos bastidores como Temer, ou "progressistas" oligarcas regionais, como Ciro sonhar com o Palácio do Planalto.

Muitos nomes e poucos projetos. Muitos candidatos a 2018 mas não se vê, no entanto, um fácil caminho a uma nova hegemonia pois de "valores cristãos" ou "empreendedorismo" pode-se conquistar fatias do eleitorado e até vencer mas daí a criar um "discurso" que unifique um país marcado por crise econômica e social vai um longo chão.

Com informações da Agência Estado




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