Gênero e sexualidade

UFABC

Pão e Rosas organiza panfletagem e venda de lenços na UFABC pela legalização do aborto

Nesta terça-feira, após a roda de conversa com trabalhadores e estudantes da UFABC para debater as lições da luta das mulheres argentinas e os desafios para legalizar o aborto na Argentina e no Brasil, que ocorreu na semana passada, o grupo de mulheres Pão e Rosas organizou uma grande convocação para o ato que acontecerá hoje em frente a embaixada argentina.

Virgínia Guitzel

ABC Paulista | @virginiaguitzel

quarta-feira 8 de agosto| Edição do dia

Com a venda de lenços verdes, simbolo da grande luta pela legalização do aborto e um bandeirão estendido na entrada do campus de São Bernardo do Campo, Pão e Rosas deu seu recado: basta de mulheres mortas por abortos clandestinos!

O panfleto chamando a mobilização em São Paulo é parte da construção de ações e atos em solidariedade a luta das argentinas que enfrentam a igreja, o parlamento conservador e a enorme campanha moralista contra a vida das mulheres. São mais de 70 manifestações convocadas ao redor do mundo, e o Pão e Rosas, como um grupo de mulheres internacional, está à frente em mais de 11 países para que neste dia se escute um só grito: Aborto legal, seguro e gratuíto.

Nós Pão e Rosas Brasil passamos as últimas semanas organizando diversas atividades em cada local de trabalho e de estudo que estamos para trazer a maré verde para o Brasil.

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O material foi muito bem recebido pelos estudantes. Em especial, as estudantes mulheres em grande parte demonstraram estar acompanhando a luta das mulheres argentinas, e gerou bastante animo de compor o ato em São Paulo e prestar solidariedade. Infelizmente, mesmo com um chamado amplo a todos os coletivos feministas e entidades estudantis, o DCE que é de maioria da Correnteza e o Coletivo Olga Benário não moveram nenhuma força para trazer este tema para a UFABC e chamar os estudantes a serem parte deste momento histórico.

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As mulheres trabalhadoras a frente pela legalização na Argentina tem demonstrado o que deveriam fazer os sindicatos e também as entidades estudantis. É um enorme exemplo, que se pensarmos no Brasil, o que seria dessa luta se a CUT, CTB, Força Sindical e a Nova Central paralisassem a Mercedes Benz, Volkswagen, Scania, GM e outras tantas fábricas da região junto com os transportes como trolebus, metrô, trem e ônibus em defesa da vida das mulheres. Por isso, as lições da poderosa força das mulheres em curso em todo o mundo, com mais de duas paralisações internacionais e um questionamento crescente as direções sindicais, já que hoje também somos a maioria da classe trabalhadora, cada vez é mais dificil que ignorem nossas demandas e nos tratem como invisíveis. Somos uma poderosa força contra o patriarcado e o capitalismo, e é tarefa nossa superar essas direções para ganhar os homens trabalhadores para lutarem ao nosso lado pelos nossos direitos como mulheres, e como classe trabalhadora.




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