Gênero e sexualidade

ABORTO LEGAL, SEGURO E GRATUITO JÁ!

Pão e Rosas convoca um Twittaço em defesa da ADI 5581 e pela legalização do aborto

Na próxima sexta-feira (24), o STF irá retomar o debate sobre legalização do aborto em casos de microcefalia decorrente da contaminação de gestantes pelo Zica Vírus. Após adiado duas vezes por pressão de setores religiosos e conservadores, agora com Bolsonaro à frente, é possível ver a profunda relação entre Estado e igrejas, o que torna ainda mais urgente nos organizar para lutar em defesa da legalização do aborto.

quinta-feira 23 de abril| Edição do dia

O Esquerda Diário está chamando o twittaço de hoje pelo #PelaVidaDasMulheres #AbortoLegal #STFAbortoSim

Desde o 8 de Março, nós do grupo de mulheres Pão e Rosas viemos defendendo que frente a chegada da extrema-direita a presidência do país, era fundamental que o movimento de mulheres levantasse ainda mais forte a luta pela legalização do aborto, como forma de combater as tentativas destes setores conservadores de fazer com que abramos mão de demandas elementares para a vida das mulheres.

A declaração de Bolsonaro no dia de hoje de que enquanto governar "não haverá aborto no Brasil" na verdade quer dizer, que enquanto for presidente estará comprometido com os setores católicos e a bancada evangélica contra os direitos das mulheres. O que estes setores reivindicam não é o "direito a vida", mas que se mantenha a clandestinidade que assassina milhares de mulheres todos os anos.

A realidade é que no Brasil são feitos cerca de 1 milhão de abortos por ano, eles levam 250 mil mulheres todos os anos para a hospitalização, são cerca de 15 mil complicações e 5 mil internações de muita gravidade. Este número escandaloso é fruto justamente do papel de diversas instituições "democráticas" que reproduzem e perpetuam a opressão de gênero, e não apenas mantém o aborto clandestino como também impedem que haja educação sexual nas escolas para que se possa prevenir as Infecções Sexualmente Transmissíveis quanto a gravidez.

O aborto clandestino é a 4 causa de morte materna em nosso país. E os custos do SUS com as complicações do aborto gastam os últimos dez anos, o SUS gastou R$ 500 milhões com complicações de aborto ilegal, um gasto que poderia ter sido investido na ampliação do SUS que neste momento se faz sentir com o colapso do sistema de saúde devido a todo sucateamento do sistema público de saúde.

Por isto, em meio a pandemia, não podemos abrir mão de garantir este direito elementar para as mulheres, especialmente as mulheres negras que já são mais vulnerareis a Covid-19, aos efeitos da crise econômica e da violência doméstica.

Fazemos um enorme chamado a todos os grupos feministas, direitos humanos e organizações de esquerda a fazer um TWITAÇO amanhã (24) as 16 horas para defender a ADI 5581, em defesa do aborto em casos de gestantes contaminadas com Zica-Vírus e também seguirmos lutando pela legalização do aborto seguro e gratuito para que as mulheres possam decidir sobre seus corpos!




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