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VOZES ANTICAPITALISTAS

Panfletagem e manifestação artística tomam o centro de Santo André e ganham simpatia da população

domingo 25 de setembro| Edição do dia

Ontem a Professora Maíra Machado, candidatada a vereadora do MRT pelo PSOL em Santo André, junto ao Comitê Anticapitalista, formado por juventude secundarista e universitária, professores, trabalhadores da indústria e artistas tomaram as ruas do centro da cidade e fizeram uma panfletagem com uma intervenção artística e política em defesa das mulheres, dos negros, da juventude e dos LGBT.

Por volta das 11h da manhã um grupo começou a se concentrar na frente da estação de Santo André com músicas, tintas, cartolinas com dizeres: “Não existe capitalismo sem racismo!”, “Meu corpo minhas regras”, um deles questionava a prefeitura da cidade reivindicando “ Queremos conselho LGBT em Santo André”, demanda que a prefeitura de Carlos Grana não quis nem mesmo abrir diálogo com as ativistas trans da cidade. Além desses tinham também outros dizeres: “Você não nasceu só para pagar contas, trabalhar e morrer”, “Se a classe operária produz, a ela tudo pertence”. Mas o eixo mesmo desta manifestação/panfletagem foi denunciar a nova lei Escola sem Partido, que ficou muito conhecido como a “Lei da mordaça”, pois sua aprovação impedirá os professores de tratar sobre as questões sociais mais latentes dentro da sala de aula e expressar suas posições político/ideológicas.

A manifestação contou com amplo apoio dos populares que achavam interessante a forma criativa de expressar essas ideias. Os apoiadores dessa candidatura subiam as ruas com batuques e cantos do jingle da campanha que diz que “Todo político ganhe igual uma professora”, mote da campanha de Maíra, além de uma música que se colocava contra a “lei da mordaça” ao ritmo das manifestações dos secundaristas que ocuparam as escolas “EU tô boladão, não aceito censura de governo ou de patrão! EU tô aqui na rua por saúde e educação, o Temer é golpista e aqui não passaram! Anticapitalistas para fazer revolução! ”.

Durante a panfletagem e as músicas acontecia uma pequena encenação, onde dois jovens fantasiados de Temer, gritavam para que as pessoas ficassem em silencio e neste momento os participantes colocavam mordaças e levantavam seus cartazes, para mostrar que mesmo com a tentativa de mordaça não iam deixar suas reivindicações de lado.

A campanha da professora e editora Esquerda Diário é construída de forma independente e questiona o privilégio dos políticos, a exploração e a opressão da sociedade capitalista e com a força das ideias e muita convicção militante, vem dando uma aula de como fazer política em um cenário onde a esquerda mal pode se expressar, com as séries de restrições vindas da reforma política sancionada por Dilma e endossada por Eduardo Cunha.

Maíra Falou ao Esquerda Diário:“As pessoas estão cansadas de ver esses políticos que nunca trabalharam na vida se enriquecendo com seus altíssimos salários e desvio de dinheiro público. Enquanto isso, nós professores e os trabalhadores em geral, deixamos nossas energias no trabalho, ganhamos uma miséria e só nos aposentaremos agora com mais de 65 anos, se chegarmos até lá. Isso tem a ver com a juventude, pois é de seu futuro que se trata. É o primeiro setor que o governo quer amordaçar para impedir que novas lutas sejam dadas, mesmo depois de 2013 os políticos ainda não aprenderem a ouvir as vozes da juventude e dos trabalhadores, ano passado novamente a juventude venceu o Alckmin, inimigo público da educação. Agora querem ainda dar um golpe de morte na escola pública com a reforma do ensino médio. Minha candidatura é para dar voz a essas demandas e às lutas dos trabalhadores e da juventude. Vamos enfrentar com cores e purpurinas a sociedade conservadora, mas também nas ruas com bateremos a LGBTfobia e os golpistas que querem arrancar os nossos direitos.”




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