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Pandemia gera exclusão, Lemann vê “oportunidade” e cria monopólio na educação básica

Enquanto a pandemia tem gerado um aumento da desigualdade educacional entre mais pobres e mais ricos, o bilionário Jorge Paulo Lemann, que já disse que toda crise gera oportunidades, busca criar o maior grupo do mundo de rede privada na educação básica.

quinta-feira 25 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Bruno Santos/Folhapress

A operação aconteceu por meio de um enorme investimento no grupo Eleva Educação, que acabou de comprar 51 escolas da Cogna (ex-Kroton). A compra inclui escolas tradicionais como Pitágoras, Anglo, Maxi e Lato Sensu. Ao todo, o grupo Eleva deverá ficar responsável por aproximadamente 120 mil estudantes, a maior rede de ensino privado no ensino básico (ensino infantil, fundamental e médio) do mundo.

Jorge Paulo Lemann, que é um dos maiores bilionários do país e tem em sua carteira de investimentos empresas como Ambev, Lojas Americanas, Burger King e Kraft Heinz, mostra que seu discurso demagógico em defesa da educação significa criação de monopólios, aumento da exploração e ataques a educação pública.

O grupo Eleva foi criado em 2013 a partir da junção das redes de ensino Elite e Pensi. Agora busca dominar o mercado da educação básica, que gera um lucro anual de R$ 70 bilhões.




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