SAÚDE

Pagar ou morrer: Planos de saúde negam atendimento para pacientes endividados

Nova proposta da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) oferece 15 bilhões para setor privado, sem exigência de um plano para a utilização dos recursos, com o compromisso de que os usuários em dívida sejam atendidos e setor privado decide esperar cogitando não firmar compromisso e deixar milhares sem atendimento durante pandemia.

sexta-feira 10 de abril| Edição do dia

Nova proposta da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) oferece 15 bilhões para setor privado, sem exigência de um plano para a utilização dos recursos, com o compromisso de que os usuários em dívida sejam atendidos e setor privado decide esperar cogitando não firmar compromisso e deixar milhares sem atendimento durante pandemia.

O setor privado e dos planos de saúde alega que a medida pode aumentar a inadimplência e que o sistema pode falir, o que é um absurdo já que as mesmas mantém um reajuste no valor dos planos maior do que os índices de inflação a 16 anos! Empresas bilionárias estrangeiras como a United Health, detentora da Amil, Hapvida e analistas do mercado da saúde – Empresa essa que diga-se de passagem financiou a campanha do lobista da saúde privada e atual Ministro da Saúde Luiz Mandetta em sua campanha de 2014 – querem esperar o sistema entrar em colapso para decidirem se vão assinar o compromisso ou não! Isso segundo Marcos Novais, superintendente executivo da Associação de Planos de Saúde (Abramge).

É um verdadeiro absurdo em tempos de pandemia se considerar não atender pessoas infectadas que não podem arcar com o custo altíssimo de um plano de saúde. Isso sem falar na detenção de leitos de UTI que são divididos praticamente 50% com o SUS, ou seja essas empresas preferem manter praticamente metade dos leitos disponíveis para o atendimento à população vazios durante a pandemia com a alegação de que renegociar as dívidas de usuários as levariam a falência! Querem lucrar com as nossas mortes, uma atitude nojenta dos parasitas privatistas.

É mais do que urgente a centralização e unificação de todo sistema de saúde público e privado gerido pelos trabalhadores da saúde e pela população, podendo colocar assim todos os esforços de leitos de UTI, equipamentos e profissionais à serviço de salvar vidas e não de aumentar os lucros dos bilionários da saúde privada que preferem nos ver morrer a diminuir seus lucros.




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