Sociedade

SAÚDE NO RIO DE JANEIRO

Pacientes e trabalhadores cariocas sofrem nos hospitais sob gestão da iniciativa privada

Hospitais geridos pelas Organizações Sociais de Saúde mostram a verdadeira falência da gestão privada de unidades de saúde e hospitais públicos: trabalhadores e pacientes sofrem com filas, demora no atendimento e falta de materiais médico-hospitalares básicos.

segunda-feira 16 de julho| Edição do dia

As políticas nada nova de sucateamento do SUS e entrega de importantes unidades de saúde e hospitais para a gestão das Organizações Sociais de Saúde (OSS) ataca cada dia mais o direito elementar à saúde da população. A entrada das OSS na saúde simboliza um verdadeiro projeto de privatização da saúde e precarização não só do atendimento, mas também dos postos de trabalho.

A transferência da gestão de unidades, que ainda são categorizadas como públicas e que continuam prestando atendimento exclusivamente via SUS, para as OSS significa precisamente a privatização da saúde. Esse modelo criminoso que atenta contra o direito à saúde gratuita e universal se alastra cada vez mais, e em um Estado que passa por uma profunda crise como o Rio de Janeiro, é cada vez mais expressivo suas consequências.

De um lado, a população carioca enfrenta uma dificuldade brutal de conseguir atendimentos de emergência mais básicos, enfrentando filas enormes e demoradas. Hisis Matos, 34 anos, não consegue se quer atendimento para uma pedra na vesícula: em depoimento, sua prima que à acompanhou ao médico, afirmou que ela está a um ano aguardando a resolução deste caso.


Hisis Matos saindo do Hospital com dores. Fonte: O Globo

Do outro lado, trabalhadores encontram-se em condições totalmente precárias para prestar atendimento de qualidade. Segundo trabalhadora, que não quis se identificar, faltam materiais básicos como luva, gases e medicamentos no Hospital Albert Schweitzerque.

Os repasses de verbas realizados pela Subsecretaria de Saúde Complementar informou estão atrasados, o que impacta diretamente no suprimento de materiais e na qualidade, mas que ainda sim, não resolve o problema que a Saúde Pública enfrenta.

A garantia do direito fundamental e legítimo de acesso à saúde, gratuita e de qualidade para a população pobre e para os trabalhadores jamais será realizada através da privatização deste setor, como comprova a caótica situação que se arrasta pelo Rio de Janeiro e também pelo resto do país. É preciso lutar contra a privatização da Saúde e em defesa do SUS, com um programa verdadeiramente operário, que estatize os hospitais privados, acabando com os planos de saúde, estatizando as indústrias médico-hospitalares e farmacêutica, colocando todos os aparatos do setor da Saúde sob gestão dos trabalhadores da saúde e controle dos usuários.




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