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Pablito: "Precisamos unificar estudantes e trabalhadores para fazer com que Bolsonaro e os capitalistas paguem pela crise"

terça-feira 14 de maio| Edição do dia

Como se não bastasse o desemprego e a precarização do trabalho, Bolsonaro quer descarregar a crise de maneira ainda mais brutal nas costas da juventude e dos trabalhadores e entregar o país para Trump, os imperialistas e capitalistas. Por isso corta mais de 30% das verbas da educação, inviabilizando universidades e escolas e cortando bolsas de pesquisa. E tenta usar isso de moeda de troca, com a chantagem de que “se a reforma da previdência for aprovada, os cortes podem ser revistos”.

Marcelo Pablito, dirigente do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores e funcionário do Restaurante Universitário da USP, disse que "Este dia 15 tem que ser o início de uma luta sem tréguas, com assembleias e comitês de base, e encontros regionais que coordenem um plano de lutas ativo e combativo para derrotar Bolsonaro e para que os capitalistas paguem pela crise. Não podemos esperar o dia 14 de junho, para quando está convocada uma paralisação nacional, para dar novas demonstrações de força".

"Bolsonaro está atacando vários setores simultaneamente, e mexe no vespeiro do movimento estudantil. Mas ele odeia os trabalhadores da mesma maneira, sendo capaz de abolir 90% das normas de segurança do trabalho, para facilitar a vida da patronal. Cada medida que tomou na economia teve como resultado a elevação do desemprego, que hoje é de quase 14 milhões de pessoas. Acrescenta a isso a drástica piora das condições de trabalho, impondo o flagelo dos acidentes, mutilações e mortes no trabalho num grau ainda maior que os governos anteriores, inclusive os do PT. É uma verdadeira legalização da mutilação, com plena liberdade ao empresários e capitalistas. Nossa vida vale mais que os lucros deles: não podemos aceitar! Não podemos deixar nas mãos das cúpulas das entidades sindicais e estudantis o poder de decisão das mobilizações. Muito menos nas mãos das burocracias universitárias. É a base que está em movimento que precisa decidir os rumos da luta, sem confiar em frases e sim em ações concretas, que já estas direções burocráticas deram muitas demonstrações que não vão levar à frente nenhuma luta séria".

Sobre o papel das centrais sindicais e suas burocracias, Pablito acrescentou que: "Paulinho da Força Sindical e a UGT são parte de uma série de burocratas sindicais que já declararam que vão negociar a reforma da previdência. O PDT de Tabata Amaral e Ciro Gomes declara abertamente que quer negociar uma reforma da previdência ’melhorada’, enganando os professores que diz defender (seria possível defender a educação ao mesmo tempo que apoiar uma reforma da previdência?). A direção da UNE está nas mãos da UJS/PCdoB que apoiou Rodrigo Maia para presidência da Câmara dos Deputados, o articulador da Reforma da Previdência. Setores do PT falam contra a reforma enquanto seus governadores do Nordeste apoiam e fazem campanha pela reforma da previdência, excluindo alguns itens mais impopulares".

Veja aqui: A reforma da previdência que os governadores do PT apoiam e a trégua ao governo Bolsonaro

"Não podemos deixar nossa luta nas mãos desses setores. Por isso, é urgente construir um comando único nacional de delegados eleitos nas assembleias de base, começando pelo movimento estudantil que está na linha de frente da mobilização, exigindo da UNE que garanta sua convocação imediatamente. Isso é fundamental para unificarmos o movimento estudantil com os trabalhadores de todos os setores e ramos da produção. Fazemos um chamado ao PSOL, que até agora se absteve de dar luta política contras as burocracias sindicais do PT e do PCdoB, para que coloque as entidades estudantis e sindicais que dirige a serviço dessa batalha, usando inclusive seu peso parlamentar e de figuras como Guilherme Boulos para fortalecer nossa luta".




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