Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

PT segue negociando a nefasta reforma da previdência, rifando os direitos dos trabalhadores

Os governadores do nordeste, tendo à frente das negociações Wellington Dias (PT), após pressão do senado estão dando parecer favorável à aprovação da reforma da previdência de Bolsonaro, Guedes e Moro.

segunda-feira 1º de julho| Edição do dia

Os governadores do nordeste, tendo à frente das negociações Wellington Dias, após pressão do senado estão dando parecer favorável à aprovação da reforma da previdência de Bolsonaro, Guedes e Moro.

Declara apoio com algumas “ressalvas”, a principal sendo a inclusão de Estados e Municípios no texto original da reforma.

Fazem isso pois sabem o quão complicado seria pra eles terem de enfrentar a aprovação de uma reforma a nível estadual, tendo que se enfrentar com o força dos trabalhadores, coisa que eles temem mais do que se aliar com a direita golpista e reacionária.

Nas palavras de Dias, se incluírem estados e municípios: "haverá sim ampliação de votos permitindo alcançar os 308 necessários na Câmara"

E continua: "Estados e municípios ficaram de fora do texto apresentado pelo relator. Temos um déficit na Previdência dos estados que ano passado somou R$ 86 bilhões. Nenhuma solução foi apresentada para este problema. Como imaginar uma reforma em que, após a aprovação, o déficit que era de R$ 86 bilhões permanece em R$ 78 bilhões? Estado que estava com salário atrasado continua. Estado que perdeu capacidade de investimentos continua com o mesmo problema. Para que serve então esta reforma?

Apresentamos proposta, concordando que nos projetos que tratam de novas receitas para União, estados e municípios, a parte dos estados sejam destinadas para cobrir o déficit da Previdência. E que, após o equilíbrio, sejam aplicados exclusivamente em investimentos de interesse do povo.

Aprovando estas propostas, garante-se equilíbrio atuarial na Previdência e uma solução definitiva.

Nesta terça-feira (2), receberemos resposta sobre proposta que apresentamos: esperamos um cronograma razoável”

A postura dos governadores do ilumina a atitude das centrais sindicais que não construíram a paralisação nacional do dia 14 de junho como parte de um plano de luta para a derrotar a reforma. Muito pelo contrário, enquanto a UGT diretamente boicotou a paralisação, a Força Sindical não fez nada para que ela ocorresse, e a CUT e CTB realizaram paralisações controladas que tinham como objetivo meramente mostrar oposição para promover essa negociatas dos governadores e retirar a pressão dos trabalhadores que exigem luta contra à reforma.

Basta de atacarem nossos direitos a custo de manter os lucros e privilégios de uns poucos empresários, banqueiros e políticos. É preciso impor o não pagamento da fraudulenta dívida pública, uma verdadeira bolsa-banqueiro que constrange o orçamento nacional em função da especulação de banqueiros bilionários, garantindo o repasse da maior parte do orçamento público para a manutenção do lucro dos grandes empresários e banqueiros. Basta de acordos, nossas vidas valem mais que o lucro deles!




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