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PT retrocede e retira descriminalização das drogas de seu programa

Trata-se de uma rebaixada no já moderado programa político petista, para então acenar a setores mais à direita ou centro-direita e tentar ampliar os apoios à sua candidatura.

segunda-feira 22 de outubro| Edição do dia

A chapa do PT alterou seu programa de governo junto ao TSE na terça-feira (16) e assim excluiu a descriminalização das drogas e a reforma da lei penal para cessar o encarceramento de infratores não-violentos.

Foi incluído no programa da chapa propostas como equipar melhor os policiais, delegacias 24h, adoção de novas tecnologias na segurança pública e reforço da Polícia Federal. Trata-se de uma rebaixada no já moderado programa político petista, para então acenar a setores mais à direita ou centro-direita e tentar ampliar os apoios à sua candidatura.

A criminalização das drogas é uma das principais ferramentas usadas pelo estado capitalista para reprimir a classe trabalhadora de forma bárbara e genocida, atingindo em primeiro lugar a população negra. Enquanto Bolsonaro agita um programa ultra-reacionário de ódio, tortura e extermínio contra a esquerda e as minorias, o PT, que tem neste momento amplo apoio de todos os setores progressistas da sociedade, responde de forma eleitoralista com absurdas concessões à burguesia golpista, prevendo melhores condições legais e materiais para o braço armado da classe capitalista atacar os trabalhadores e nos reprimir nas lutas que vierem.

Está evidenciado claramente que a estratégia de conciliação de classe do PT que busca canalizar toda indignação e resistência da população para uma saída eleitoral junto aos capitalistas não serve para combater os avanços da extrema direita e do golpismo.

As vidas dos negros e da juventude das periferias do Brasil não podem ser tratadas como moeda de troca. Acompanhamos todos aqueles que vão votar no Haddad no 2º turno e também votaremos 13. Porém, nosso voto é crítico e o fazemos sem que isso signifique apoiar o programa e o projeto conciliador petista. Para nós, para derrotar a extrema direita, é necessário apostarmos na força independente da classe trabalhadora. Por isso, exigimos das centrais sindicais como CUT e CTB que saiam da paralisia eleitoral e impulsionem comitês de base em todos os locais de trabalho e estudo. Nós apostamos na luta de classes para superar a falida estratégia de conciliação petista para organizar uma luta efetiva contra o golpismo e a extrema-direita.

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