Educação

RIO GRANDE DO SUL

PT repudia protesto dos professores na ALERGS

Em um dia decisivo para o governo Sartori e Temer no RS, presidente da ALERGS, Edegar Pretto, do PT, repudia o protesto dos professores que fechou a Assembleia Legislativa desde o início da manhã (21). O protesto visava impedir o envio do ajuste fiscal do governo à casa parlamentar.

terça-feira 21 de novembro| Edição do dia

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul amanheceu essa terça-feira (21) com professores em greve trancando os inúmeros portões da casa a fim de barrar o envio do governo Sartori do ajuste fiscal aos deputados. Durante o dia, o presidente da ALERGS, Edegar Pretto, do PT, deu declaração repudiando a ação dos professores, acusando-os de “radicalismo” e de um “ato inaceitável”. O protesto dos professores era contra o ajuste fiscal de Sartori e Temer que visa privatizar estatais gaúchas, congelar salários e outros ataques a fim de honrar o acordo com o governo Temer.

Hoje era um dia particularmente importante para o governo Sartori, pois hoje e amanhã seriam os últimos dias para o governo colocar em caráter de urgência os projetos de ajuste fiscal a serem votados antes do recesso parlamentar, que ocorre a partir do dia 22 de dezembro. Nesse sentido, o fechamento da assembleia legislativa pela força da greve era necessário para que o governo não conseguisse avançar no ajuste contra o povo e o patrimônio público gaúcho, mas com a conveniência do presidente da casa, o governo conseguiu protocolar o ajuste fiscal no Memorial da Assembleia, edifício ao lado do Piratini.

Como se não bastasse, Edegar Pretto, do PT, ainda arrematou contra o movimento de professores: “Lamento profundamente o que acontece hoje aqui na Assembleia. É um ato inaceitável. Nos reunimos em 24 deputados e todos repudiaram com muita força o protesto com bloqueios. Independentemente de situação, oposição, esquerda, direita, nós temos a Constituição. Mirar para a Assembleia foi um ato radicalizado”.

Trata-se de uma fala que visa proteger a institucionalidade que está garantindo a aprovação dos ajustes neoliberais no estado. Na semana passada, como denunciamos no Esquerda Diário, a bancada do PT e do PCdoB ainda votou junto com Sartori medidas que avançam no ajuste fiscal de Sartori na ALERGS. Agora o PT cumpre o lamentável e traidor papel de repudiar o movimento de greve dos professores e ajudar o governo a enviar sua pauta a tempo para a Assembleia Legislativa.

Enquanto isso, a direção central do CPERS, também dirigida pelo PT e PCdoB, tenta desmantelar a greve a qualquer custo, como também denunciamos aqui. Trata-se de estratégia do PT de tão somente desgastar o Sartori, se utilizando das mobilizações, visando 2018, e não de derrotar de fato os projetos de ajuste fiscal a partir das mobilizações em curso. Diante de tão crítico cenário no estado e no país, é urgente denunciar a política desses setores a fim de avançar a luta dos trabalhadores que é a única capaz de resistir e derrotar os projetos neoliberais e de direita em curso no sul e no país.




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