Política

ELEIÇÕES 2018

PT na TV: Haddad não defende derrubada das reformas de Temer, nem propostas concretas para aumentar direitos dos trabalhadores

Acompanhamos todos os trabalhadores e jovens que votam criticamente em Haddad para derrotar Bolsonaro nas urnas. Mas precisamos transformar o justo ódio ao autoritarismo e ao programa ultraneoliberal de Bolsonaro em um grande movimento de milhões nas ruas para combater tudo que Bolsonaro representa.

sexta-feira 12 de outubro de 2018| Edição do dia

Acompanhamos todos os trabalhadores e jovens que votam criticamente em Haddad para derrotar o escravismo de Bolsonaro nas urnas. Trata-se de uma batalha contra o avanço da extrema direita e a continuidade selvagem do golpe institucional, beneficiado pelo autoritarismo judiciário que manipulou cada centímetro dessas eleições fraudadas, junto à tutela das Forças Armadas, para que os trabalhadores sejam escravizados por um programa ultraneoliberal e de submissão absoluta ao capital estrangeiro e à embaixada norte-americana de Trump.

Mas precisamos transformar o justo ódio ao autoritarismo e ao programa ultraneoliberal de Bolsonaro em um grande movimento de milhões nas ruas para combater tudo que Bolsonaro representa.

Na contramão dessa perspectiva, o PT começa a campanha do segundo turno com uma propaganda eleitoral que contrapõe ao ódio autoritarista de Bolsonaro um discurso "paz e amor" genérico que não responde aos verdadeiros anseios dos 25 milhões de trabalhadores desempregados e subempregados e as outras dezenas de milhões que pioraram suas condições de vida e perderam direitos desde que o golpismo começou a avançar no país.

Programa eleitoral do PT na TV

Não! Para combater o avanço do golpismo e da extrema direita, precisamos lutar para derrubar todas as reformas reacionárias do governo Temer! Precisamos criar um grande movimento pelo não pagamento da dívida pública aos banqueiros, para que haja recursos para obras públicas, para saúde e a educação!

Grandes setores das finanças, do agronegócio, dos industriais, querem a destruição das leis trabalhistas em sintonia com a reforma aplicada por Temer, ainda mais radicalizada: "menos direitos e algum trabalho", como diz Bolsonaro, a aplicação da reforma da previdência para acabar com a aposentadoria, a privatização de odas as empresas estratégicas do país, e o pagamento da fraudulenta dívida pública ao imperialismo.

É impossível enfrentar este programa econômico ultraneoliberal sem atacar os capitalistas, e propor medidas concretas para que sejam os latifundiários, empresários e banqueiros os que paguem pela crise. O PT não propõe nada concreto em seu horário eleitoral gratuito; mais que isso, quer conduzir o sentimento legítimo de ódio da população contra Bolsonaro ao beco sem saída da estratégia eleitoralista "normal", que contém novos acordos com empresários.

Precisamos exigir dos sindicatos, das centrais sindicais (especialmente as dirigidas pelo partido de Haddad, a CUT, e pelo partido de Manuela D’Ávila, a CTB), das entidades estudantis e populares que impulsionem comitês de base para organizar a resistência ativa contra a extrema direita e seus ataques, e preparar uma grande paralisação nacional combinada com mobilizações de rua em todo o país!

Temos que desmascarar a demagogia de Bolsonaro, que esconde seu programa ultraneoliberal e que vai governar com a pior escória do sistema sistema político corrupto que ele finge ser contra (Paulo Guedes, seu ministro da Fazenda, foi denunciado pelo MPF por desvio de milhões de reais dos fundos de aposentadoria do BNDES).

Não vamos combater o golpismo e a extrema direita com propostas vagas para atrair supostos aliados dos partidos neoliberais e golpistas tradicionais, como o PSDB, que foram derrotados nas eleições. Só poderemos combater seriamente a Bolsonaro com um programa que responda de forma radical às verdadeiras angústias da maioria explorada e oprimida do país.

E a única resposta radical realista é a que defenda a mobilização dos sindicatos e movimentos sociais para fazer retroceder o avanço autoritário e impor que os capitalistas pagem pela crise.




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