Política

CRISE POLÍTICA

PT e PCdoB pedem ao golpista Janot que processe Temer

Membros do PT e PCdoB protocolaram nesta tarde na Procuradoria-geral da República (PGR) uma representação contra Temer, que acusam pelos crimes comum, de concussão e improbidade administrativa.

segunda-feira 28 de novembro| Edição do dia

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acusou o presidente de pressioná-lo para atender a interesses privados do então ministro Geddel Vieira Lima. Segundo Calero, Geddel queria que ele intercedesse junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para liberar um empreendimento imobiliário no qual possui um apartamento, em Salvador (BA).

Temer é acusado pela oposição de ter se omitido diante das denúncias de Calero contra Geddel. Eles consideram que, dessa forma, o presidente participou da conduta ilegal. A defesa dos parlamentares alega ainda que Temer confessa o crime ao dizer a Calero que ele deveria encaminhar o caso à Advogacia-Geral da União (AGU).

Caso a representação tenha seguimento na PGR e Temer seja afastado pela Justiça no próximo ano, porém, o Congresso teria que eleger um novo presidente de forma indireta. Se isso ocorresse até dezembro, por outro lado, seriam convocadas novas eleições nas urnas, assim como em caso de renúncia.

"Por enquanto estamos tratando de crime comum. Para crime de responsabilidade precisamos unir segmentos da sociedade civil, mas no papel da fiscalização já estamos cumprindo nosso dever", afirmou Humberto Costa (PT-PE).

A ação do PT, nas mãos de Janot, peça importante no golpe institucional mostra exatamente os limites do que o PT pretende, que é limitar o desenvolvimento de um vivo movimento para impedir os ataques de Temer, parar os locais de trabalho e “incendiar o país”. Ao contrário, o PT que não quis organizar a resistência da classe trabalhadora ao golpe, busca marcar o cenário político como um oposição responsável e aceitável a retornar ao poder mediante novas eleições.

Janot só vai avançar contra Temer se for um desejo da classe dominante de retirá-lo para colocar no lugar outro ajustador. Não faltam provas, e com a delação da Odebrecht devem aumentar, porém hoje mesmo Sérgio Moro mostrou que faltavam é “convicções” e impediu que Eduardo Cunha fizesse perguntas incomodas a Temer.

Não será das mãos de Janot, de Moro, do STF ou desse congresso de corruptos e reacionários que poderá sair algo progressista no combate à direita e os golpistas. Por isso o Esquerda Diário defende uma Nova Assembleia Constituinte Livre e Soberana para dar uma resposta independente nessa crise. Saiba mais aqui




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