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ELEIÇÕES METRÔ SP

PT e PCdoB: o velho sindicalismo parlamentar!

Aberto o processo eleitoral para composição de nova diretoria no Sindicato dos Metroviários. PT e PCdoB continuam a seguir o velho sindicalismo parlamentar.

Rodrigo Tufão

São Paulo

sexta-feira 5 de agosto| Edição do dia

foto: Paulinho da Força, Dilma e Wagner Gomes, da CTB (PCdoB), ex-presidente do Sindicato dos Metroviários

O Sindicato dos Metroviários de SP passa hoje por processo eleitoral para definir uma nova diretoria. No total 5 chapas foram escritas para o pleito. São elas:

Chapa 1: Composta pela maioria da atual diretoria (PSTU e MAIS).

Chapa 2: Composta pela antiga diretoria (PCdoB e PT).

Chapa 3: Composta pela minoria da atual diretoria (PSOL).

Chapa 4: Que se diz a partidária, mas que segue no bafo das manifestações da direita paulistana.

Chapa 5: Composta por militantes do MRT e independentes.

Apesar de não ter prosperado a tentativa de unificação entre a chapa 2 (PCdoB e PT) com a chapa 4 (que se diz a partidária), os traços burocráticos e corporativista de ambas as chapas são marcas que salta aos olhos de quem acompanha os materiais e discussões que eles promovem nas áreas do Metrô.

A Chapa 2 quer voltar ao sindicato para continuar desenvolvendo seu projeto de aliança com governos onde estejam PT e PCdoB, como na prefeitura de SP, reconstruindo e reforçando o corporativismo que forjaram durante décadas em nosso sindicato, onde metroviário não precisa lutar com outras categorias: é só saber negociar com a empresa, ter um bom diretor no sindicato, que conseguiremos nossas demandas.

Falam contra o governo em SP mas se aliam ao PSDB em diversas cidades e estados, para concorrer a eleições de prefeitos e governadores, como no caso do Maranhão. A reconstrução dessa chapa na categoria significa o fim da independência de nosso sindicato frente aos governos de plantão, do PT e da direita. Um retrocesso que os metroviários não podem deixar acontecer, ainda mais nesse período de crise política e ataques que esses governos preparam para nós.

Um retrocesso maior ainda seria a Chapa 4, que defende em alto e bom som que o sindicato deve cuidar só dos metroviários. Criticam alianças com outras categorias, movimentos sociais e a população. Seu jornal se chama "Bloqueio", um nome bem sugestivo para quem defende o corporativismo infantil, como se os metroviários fossem uma ilha, frente ao mar de contradições paulista.

Ambas as Chapas 2 e 4 se utilizam de meios de calúnia para ludibriar os metroviários. Não é difícil achar membros da Chapa 4 dizendo que nós, da Chapa 5, "odiamos os seguranças". Chegou ao cúmulo da Chapa 2 dizer em seu material público de apresentação que nós da Chapa 5 compomos a atual diretoria do Sindicato. Uma mentira deslavada e covarde que busca confundir a categoria.

Mas se tratando de burocratas aliados de governos corruptos, que tem financiamento de empresas privadas nas eleições para o legislativo e executivo, como a Chapa 2, não nos trás surpresa.

Assim como os ataques vindos da Chapa 4, que defende o corporativismo e o "bloqueio" dos metroviários com a população e outras categorias, também não nos causa surpresa. A surpresa é a Chapa 2 e 4 não terem saído juntas nas eleições, pois de apoios de governos corruptos e de chefes do Metrô essas chapas estão bem servidas e se parecem muito.

Nós da Chapa 5 continuaremos nossa batalha para abrir o Sindicato dos Metroviários para toda população, que sofre com a superlotação e a altíssima passagem cobrada. Defendemos um sindicato ligado as bases, que fortaleça e estimule a organização nos locais de trabalho, e se alie aos movimentos progressistas que surjam pelo país, pois não acreditamos que os metroviários sozinhos serão capazes de barrar a privatização e os ataques aos direitos trabalhistas que os governos preparam contra a gente.




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