Política

CRISE DE REPRESENTATIVIDADE

PT cogita candidato de outro partido para as eleições de 2018

Com a possibilidade de conformar uma frente ampla para as eleições de 2018, o Partido dos Trabalhadores pensa na hipótese do lançamento da candidatura presidencial ser de outro partido.

Cássia Silva

Coordenadora do CACH - Unicamp

sexta-feira 14 de outubro| Edição do dia

Foto: Veja

Com um plano antigo de Lula de lançamento da candidatura de Eduardo Campos (PSB), que faleceu em acidente de avião no ano retrasado, nas eleições de 2018, Ciro Gomes (PDT) é um dos nomes possíveis para ser avaliado na futura frente eleitoral.

Quem fez tal revelação foi Carlos Lupi, presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT), em entrevista à Folha de São Paulo. No entanto, Paulo Fiorilo, presidente do PT de São Paulo, e outros dirigentes petistas afirmam ser cedo para definições.

Diante do avanço da Operação Lava-Jato contra de Lula, que se tornou réu de ação penal pela 3ª vez com a aceitação da denúncia do Ministério Público Federal pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, a instabilidade é profunda - tanto para o próprio Lula, quanto para o PT.

A concretização de uma possível candidatura de Ciro Gomes pela frente ampla é o retrato dessa situação, que depende dos rumos da Lava-Jato e da ação do Judiciário na administração das revelações dos podres do regime. O que pode ser uma “mudança de alvo” para aliviar a imagem de Lula, mas também para tirar o próprio PT dos holofotes da crise de representatividade do partido e do regime político como um todo.

Esse cenário de instabilidade nacional escancara ainda mais a falência do petismo e com quem o partido está disposto para conseguir se manter de pé e proteger suas figuras. A derrocada do PT nas eleições, o avanço da direita de conjunto nos resultados e a expressão de votos nulos, brancos e abstenções são resultados da lógica de aliança petista com setores diretamente imperialistas, que querem entregar o país nas mãos dos empresários.

E, mais uma vez, as soluções para que o descarrego da crise não caia sob as costas dos trabalhadores e da juventude, como já se pode ver a aprovação da PEC 241 de congelamento do teto, não se encontram em campos dos ricos e poderosos, nem em saídas eleitorais sem nenhuma independência de classe, como esta que se desenha. Nesse campo, se vê a prova cabal de como os setores da burguesia se organizam para se proteger.




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