CASO QUEIROZ

PSOL exige esclarecimentos sobre morte de Adriano da Nóbrega, miliciano ligado a Queiroz e Flávio Bolsonaro

Reproduzimos nota do PSOL exigindo esclarecimentos sobre a morte de Adriano da Nóbrega, miliciano ligado ao caso Marielle.

domingo 9 de fevereiro| Edição do dia

Apontado como o chefe do Escritório do Crime, o miliciano morreu após um confronto com policiais militares, na manhã deste domingo (9), na zona rural da cidade de Esplanada. Contra ele, havia um mandado de prisão expedido em janeiro de 2019.

ERRATA: A executiva nacional do PSOL havia soltado uma nota na qual dizia que o miliciano foragido Adriano da Nóbrega, morto em uma operação da Polícia Militar da Bahia, seria uma peça chave da investigação do caso de Marielle. A nota foi alterada algumas horas depois. Aonde estava "Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson" foi alterado para "Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar diversos crimes, incluindo aqueles envolvendo [Fabrício] Queiroz e Flávio Bolsonaro".

Veja abaixo como ficou a nota:

Nota: PSOL exige esclarecimentos sobre morte de Adriano da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro
09/02/2020

Na manhã deste domingo ficamos sabendo pela imprensa que Adriano da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro e um dos chefes da milícia conhecida como Escritório do Crime, foi morto pela polícia na Bahia. Adriano estava foragido e a milícia da qual fazia parte era suspeita de envolvimento no assassinato de nossa companheira Marielle Franco e Anderson Gomes.

A Executiva Nacional do PSOL exige esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do miliciano e, através de sua Executiva Nacional, de sua direção regional Bahia e parlamentares, solicitará uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública daquele estado para obter maiores informações, uma vez que Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar diversos crimes, incluindo aqueles envolvendo Queiroz e Flávio Bolsonaro. Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais. Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade.

Executiva Nacional do PSOL, acessado em 10/02/2020

A nota está disponível em: http://psol50.org.br/nota-publica-adriano-da-nobrega/

Adriano da Nóbrega estava na cadeia quando recebeu a medalha de Tiradentes de Flávio Bolsonaro no dia 9 de setembro de 2005.

O miliciano é citado na investigação do Ministério Público do Rio sobre a implicação de Fabrício Queiroz no esquema da "rachadinha". Queiroz teria usado as contas do miliciano para lavar o dinheiro de funcionários empregados no gabinete de Flávio Bolsonaro e o miliciano teria ficado com parte do dinheiro, segundo a investigação.

O miliciano havia relatado a seu advogado que temia pela própria vida, temendo queima de arquivo segundo reportagem do Estado de S.Paulo. Adriano da Nóbrega ficou de fora da lista de mais procurados publicada por Sérgio Moro este ano. O miliciano estava escondido em um sítio de um vereador do PSL irmão do deputado Alex Lima (PSB). O vereador, Gilsinho Lima Neto (PSL), alegou não saber do fato e desconhecer Adriano Nóbrega.

A executiva nacional do PSOL explicou que o pedido de esclarecimentos feito pelo partido se trata, na realidade, de uma audiência pública com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia.

Rui Costa, governador da Bahia membro do PT, até o momento não se manifestou sobre o caso em seu Twitter.




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