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PPR: Vamos receber? A pergunta que não quer calar!

A reclamação abaixo foi enviada ao Esquerda Diário por uma operadora que não quis se identificar devido às perseguições e ameaças que os supervisores e a gestão realizam dentro das operações de atendimento.

terça-feira 31 de janeiro de 2017| Edição do dia

“Que temos direito já sabemos. Assim como já esperamos também que a empresa mais uma vez vai justificar o não pagamento para muitos funcionários com os motivos mais falsos.

Infelizmente já vimos e sabemos o fim dessa novela, porém não vale a pena ver de novo. Vamos ficar de olho nos critérios que forem analisados e reivindicar juntos se necessário. Vamos unir forças pra fazer valer nossos direitos!”.

Trabalhadora anônima.

Entenda melhor a reclamação:

Em outubro de 2016 foi feito um acordo entre a empresa e o sindicato que representa as trabalhadoras e os trabalhadores do AlmaViva em Belo Horizonte para o pagamento de um programa de bonificação através da participação nos lucros da empresa onde receberíamos o valor de 1 salário mínimo a mais se atingíssemos a meta de 100% de absenteísmo coletivo. O acordo firmado já era muito ruim, pois a empresa poderia mentir sobre a meta (e sabemos que a empresa esconde os números reais em muitas ocasiões) e também fazer manobras para que não chegássemos ao percentual da meta. (Veja a figura abaixo)

E foi o que aconteceu. A empresa deixou de depositar passagens (para forçar faltas), depois falou que iria pagar porque seria “boa” (queríamos um direito nosso, não estávamos pedindo favor a ninguém!), mas ainda assim, falsificou números e não pagou. Isso fez com que explodisse uma greve de operadores que contou com centenas de pessoas das 6 da manhã até as 23 horas, a noite.

A greve foi muito boa no que dependeu dos operadores e das operadoras da AlmaViva, todos foram até o fim e ninguém que não quisesse ser demitido foi, além de que não tivemos os dias descontados e mesmo os servidores não puderem ficar nos perseguindo, porque sabiam que estávamos com vontade de lutar e se continuassem a greve poderia aumentar ainda mais, já que, apesar de muita gente não ter parado, todo mundo lá dentro estava apoiando, quem é operador sabe disso. E os supervisores podem mentir, mas eles também sabiam, tanto é que não puderem perseguir ninguém que fez a greve.

Mas no que dependeu da empresa mais uma vez a AlmaViva deixou a desejar. Foi feito um acordo, que não foi cumprido, pois muitas pessoas não receberam o adiantamento de 35% (que seria o acordo) com atrasos muito menores que os 10 minutos (Veja a figura abaixo).


As assinaturas na imagem foram desfocadas para não haver exposição individual

Segundo o acordo, o valor deve vir discriminado na próxima folha de pagamento. Por isso, nós não esquecemos, e mais uma vez repetimos as palavras de nossa colega de trabalho que enviou a reclamação. Vamos ficar de olho nos critérios que forem analisados e reivindicar juntos se necessário. Vamos unir forças pra fazer valer nossos direitos!

Envie sua denúncia para [email protected] ou nos contate através do Facebook. O Esquerda Diário tem uma seção especial para o Call Center que, junto com várias páginas no Facebook que divulgam denúncias sobre os abusos nos Call Centers, são as principais vozes de protesto dos operadores e das operadoras em todo o Brasil. Centenas de milhares de pessoas visualizam e compartilham as denúncias. Além disso, através desta ferramenta podemos nos organizar de forma anônima e evitar as perseguições e os abusos das empresas que querem que tenhamos uma vida de escravos. Dizemos basta, queremos melhores salários e fim dos abusos! Diga basta você também, se organize conosco, seja colaboradora ou colaborador do Esquerda Diário no Call Center em que você trabalha.




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