Sociedade

VIOLÊNCIA POLICIAL NO RJ

PMs da chacina no Fallet serão homenageados por deputado do partido de Bolsonaro

Parabenizando o massacre da população negra e periférica do Rio de Janeiro, de conteúdo completamente racista, o deputado Rodrigo Amorim (PSL) protocolou moção na Alerj aos militares envolvidos na operação no Fallet, no último dia 8, que resultou no assassinato de 13 pessoas.

quinta-feira 14 de fevereiro| Edição do dia

Novamente, parlamentares correligionários de Jair Bolsonaro saem em defesa do massacre policial contra a população negra periférica no Rio de Janeiro, exaltando a barbárie em um falso argumento de “segurança pública”. Desta vez, Rodrigo Amorim (PSL), o deputado mais votado no RJ e que ficou conhecido por quebrar a placa em homenagem à Marielle Franco, homenageou na Assembleia Legislativa (Alerj) os policiais militares envolvidos na operação no morro do Farret (RJ) da última quinta-feira (8), que resultou no assassinato de 13 pessoas. O deputado ainda reforçou que independentemente do resultado da investigação referente a ação policial, a moção de "congratulações e aplausos" será mantida, pois o parlamentar assume a versão de que houve confronto direto entre a polícia e os criminosos, segundo o que diz a PM.

Relatos de moradores afirmam alguns foram mortos a facadas e outros teriam sofrido tortura. Estas informações, juntamente com outros relatos de parentes estão sendo investigados pela Defensoria Pública estadual, a Delegacia de Homicídios e a própria Polícia Militar.

Esse é mais um dos inúmeros casos que comprova que o pacote "anticrime" de Moro garantirá impunidade para a polícia e é um verdadeiro convite para muitas chacinas como esta, uma vez que propõe a redução da pena até pela metade ou simplesmente anulá-la se o policial alegar legítima defesa em "decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. Além disso, o atual governador do RJ, Wilson Witzel (PSC), se apoia em políticas como as apresentadas por Moro para atacar com muito mais força a população pobre e negra no Rio e agora de forma legal conforme permitido pela "lei anticrime" de Moro.

Em resumo, a chacina em Fallet é o resultado do projeto governamental para a juventude negra, que consiste em duros ataques à saúde, educação e lazer, bem como reformas e ajustes que atacarão frontalmente a juventude trabalhadora, como a proposta de Guedes para a previdência que embutiria uma nova reforma trabalhista, precarizando ainda mais o trabalho para a juventude e retirando mais direitos. Assim, precisamos enfrentar os governos de ultradireita de Bolsonaro e Witzel, e seus aliados parlamentares, a partir da organização de um amplo setor de trabalhadores.

Para isso é urgente que as centrais sindicais rompam com a atual passividade e trégua com o governo Bolsonaro e organizem um plano de luta capaz de conectar o combate aos ataques econômicos que virão, com a luta por direitos humanos elementares que defendam a vida da juventude pobre e negra.

Frente aos 11 meses do assassinato de Marielle Franco, ex-vereadora do PSOL executada a tiros, que ainda não apresenta resultados da investigação que vem sendo feita, tem como culpado o Estado, que se apoia em forças repressivas como a polícia e o exército, e fomenta também o cerco das milícias. A chacina de Fallet também é fruto dessa mesma atuação do Estado que se apoia na polícia para reprimir e matar o povo pobre, assim precisamos impor, a partir de mobilização, que esta investigação seja independente, pois não será a justiça burguesa e racista, que prende e mata o povo pobre e negro que dará a resposta para casos como esses. A polícia e justiça burguesa, com aval do Estado, atuam com esta política de massacre do povo negro, encarcerando em massa e tirando violentamente vidas e sonhos da juventude e dos trabalhadores.




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