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PM tenta impedir festa estudantil na USP: “não recebo ordens de civil”

Na última quinta-feira, num ato repressivo e autoritário, a guarda universitária da Universidade de São Paulo e a polícia militar tentaram impedir que a conhecida “Quinta e Breja”- festa que ocorre todas as quintas na Escola de Comunicação e Artes - ocorresse, com atos ostensivos onde filmaram os estudantes e os vendedores ambulantes que estavam no local, além de se colocar de maneira violenta com falas como: “não recebo ordens de civil” e “aqui somos a lei”.

sexta-feira 26 de outubro| Edição do dia

Nós da juventude Faísca repudiamos a presença da polícia militar no campus, que está a serviço não da proteção dos estudantes e trabalhadores da universidade, mas da repressão de sua organização e luta dentro da USP. Sabemos que hoje a polícia se sente mais fortalecida para reprimir as festas e atividades do movimento estudantil pois se apoia no fortalecimento do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, que quer acabar com todo tipo de organização dos estudantes e trabalhadores, e que permite com que declarações como a do policial de que “ainda não estavam usando a força” sejam dadas abertamente.

Apenas a organização independente dos estudantes e trabalhadores pode dar uma resposta contundente a esse tipo de manifestação reacionária que tem sido cada vez mais frequente, principalmente nas universidades. Somos os vermelhos que Bolsonaro quer esmagar e para combatê-lo precisamos de milhares de comitês de base em todas a universidades que possam impor uma derrota a seu fortalecimento.
O Diretório Central dos Estudantes soltou uma nota relatando e denunciando o ocorrido:

“NÃO ADIANTA REPRIMIR,

A QIB NÃO VAI ACABAR!

Hoje mais cedo, no início da noite, os estudantes da ECA que estavam na Prainha foram surpreendidos pela chegada de duas caminhonetes da Guarda Universitária (PPUSP) e um veículo da PM.

Os policiais e guardas desceram e logo no primeiro contato ameaçaram acabar com a festa, hostilizando os organizadores da QiB, filmando o ambiente e os rostos dos vendedores ambulantes que também frequentam a confraternização.

Os membros do CALC, do DCE e do CAEP presentes insistiram que não havia motivo cabível para o cancelamento da festa e muito menos para a postura agressiva dos guardas e policiais. Através do diálogo e com muita dificuldade, conseguiram dissuadí-los a deixar a Prainha.

Nos espanta que - sobretudo em um momento de tantas agressões às liberdades políticas dentro das universidades - aqueles que, supostamente, deveriam zelar pela lei e por nossa segurança, estejam adotando métodos tão condenáveis. Para ilustrar o que estamos dizendo, é importante lembrar que um dos policiais chegou a dizer que eles "ainda não estavam usando da força" e um outro usou o termo "petista" pejorativamente para designar uma estudante. O ápice desta arrogância se deu no momento em que se dirigiram ao conjunto dos estudantes dizendo: "aqui somos a lei"

De uma forma ou de outra, não nutrimos ilusões naqueles que supostamente deveriam nos defender, e temos certeza de nossa força. Ela está em cada estudante que acredita na democracia, na autonomia universitária, nos direitos dos jovens e na nossa liberdade de se organizar e de lutar. Faz anos que a Reitoria tenta acabar com a QiB, não é agora que conseguirão, pois seguimos firmes e seguimos resistindo.
Venceremos!

QiB resiste!
#DitaduraNuncaMais




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