Sociedade

ZONA NORTE SÃO PAULO

PM reprime manifestação contra morte de adolescente

Nessa sexta-feira, 15, em um protesto pela morte de um adolescente na noite de quarta-feira desse mês, a Polícia Militar reprime os manifestantes na Estrada Santa Inês, Jardim Peri, na zona norte de São Paulo.

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

sábado 16 de julho de 2016| Edição do dia

O protesto, que contava com cerca de 100 pessoas, segundo os moradores, acontecia na Praça da Paz, onde um caminhão atropelou e matou um jovem de 14 anos, Tiago Dias Cirqueira Sousa, e deixou pelo menos 9 feridos, sendo quatro deles adolescentes.

Segundo a polícia e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o motorista perdeu o controle da direção ao fazer a curva, bateu em um trailer e no portão de uma casa. O motorista foi levado ao pronto-socorro, assim como as outras vítimas, porém Tiago não resistiu e acabou falecendo.

Em nota, a Polícia Militar afirma que “vândalos começaram a investir contra os policiais militares destacados para acompanhar o ato. Assim, diante da quebra da ordem pública, foi necessário o uso gradual da força, que consistiu em munições químicas (bombas de gás) e elastômeras (balas de borracha) para o restabelecimento da ordem”.

Mais uma vez a polícia mostrando a quem defende ao reprimir manifestantes. A mesma polícia que recebe bônus salarial do governo Alckmin para reprimir estudantes secundaristas e a juventude negra e pobre dos morros paulistanos.

Não podemos nos esquecer dos absurdos cometidos pela polícia, seja ela militar ou civil, que mata todos os dias a juventude e tolhe as iniciativas de indignação do povo, nesse caso, mais detidamente, reprime trabalhadoras e trabalhadores expressando seu descontentamento pela morte de um vizinho.




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