Sociedade

PM quer acabar com ONG a força para colocar viaturas inutilizadas no local

quinta-feira 21 de julho de 2016| Edição do dia

Tendo em vista a incompetência do Estado para oferecer os direitos mínimos de bem-estar e lazer para crianças e adolescentes (previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA), a ONG Centro Cultural Chora Menino, localizada na Zona Norte de São Paulo, há onze anos oferece – tirando jovens das ruas, a oportunidade no esporte e na dança, formando bicampeãs de Jiu jitsu e vice-campeões paulistas.

Há exatamente sete anos o Comandante Marim responsável na época pelo comando da Zona Norte, convidou a ONG e cedeu o espaço nos fundos da Base da Policia Militar, com o intuito de unir os policiais á comunidade, para que sejam visados de outra forma. Como também, quando fez tal proposta alegou em documento que aquela área não teria utilidades para eles. Desde então a ONG têm estado no mesmo local, com esforço para mantê-lo estruturado á medida que recebem doações.

Contudo hodiernamente, o Capitão cujo nome Jurado, após assumir o comando têm feito de tudo (juntamente com sua equipe) para que a ONG deixe o espaço, para torná-lo um depósito de viaturas quebradas – colocando talentos, sonhos e principalmente direitos em sérios riscos de terminar de mais de 100 crianças e adolescentes, fazendo com que esses atletas sintam-se em uma situação ameaçadora.

Dentre todas as coisas feitas por alguns policiais, sendo elas: o corte dos fios de luz, pisam e deixam os tatames sujos com marcas de seus coturnos, destroem os materiais usados para os treinos dos atletas e estacionam viaturas na metade do espaço tornando-o menor e inacessível para a prática de dança. Todavia, o cúmulo fora quando o Cabo da PM (o qual não poderá ser divulgado por conta da coerção do mesmo), chegou batendo no tatame na frente de 40 alunos ameaçando o professor e fundador Marcio Roberto Tom, dizendo que com ele não resolveria no tatame, intimidando-o perante crianças e famílias que logo ficaram assustadas com a reação do PM, que ao invés de assegurar a proteção do local agia de forma truculenta.


Foto mostra marca nos tatames que foram pisados


Viaturas dentro do espaço de dança e do instrumento utilizado no ballet.

Por conseguinte, até quando a Polícia Militar agirá de tal forma, ficando incólumes diante de situações que a mesma reprime e instaura o medo? A impunidade assola a nossa sociedade e não iremos aceitar por um milésimo de segundo que um projeto para uma comunidade carente que garante aquilo que o Estado não faz, seja acabado pelo egocentrismo, pela opressão, intimidação, ameaças e truculência. É notório e claríssimo o despreparo da PM, e será repudiada pela comunidade qualquer ação que afete tais crianças e adolescentes.




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