Sociedade

REPRESSÃO

PM invade sede do PCB em atividade sobre a desmilitarização da polícia

sábado 30 de julho de 2016| Edição do dia

Na última quinta-feira, 28, a Polícia Militar do Rio de Janeiro tentou invadir a sede do PCB, onde estava programado para acontecer um debate sobre a “Desmilitarização da Segurança Pública”. A justificativa da PM era de que cumpriam ordens superiores de monitoramento de “manifestação” e que aquela atividade não seria a única a ser monitorada. Após mediação do advogado Marcelo Chalreo, presidente da comissão de direitos humanos da OAB-RJ, a atividade transcorreu normalmente.

Às vésperas do início das Olímpiadas, a polícia e os governos aprofundam a repressão e perseguição aos movimentos sociais e partidos de esquerda. Repudiamos esse ataque à sede do PCB e essas atividades de monitoramento da PM, que busca criminalizar ainda mais as lutas sociais, assim como já faz com a juventude pobre e negra nos morros e favelas.

Reproduzimos abaixo a nota de repúdio do PCB, originalmente publicada aqui:

Lutar não é crime!

(Nota de repúdio do PCB ao monitoramento da PM-RJ a atividades políticas)

O PCB vem a público repudiar o monitoramento ostensivo às atividades políticas, por parte da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ontem, dia 28 de Julho, o PCB organizava um importante debate sobre “Desmilitarização da Segurança Pública”, com a presença de muitos jovens, intelectuais, militantes do movimento negro, feminista e de favelas. Logo no início, houve a tentativa de invasão à nossa sede nacional pela PM-RJ. Os policiais justificaram sua presença para cumprirem ordens superiores de monitoramento de “manifestação”. Além disso, afirmaram que nosso evento não era o único monitorado.

A entrada da PM no debate foi inviabilizada graças ao diálogo e à intervenção do advogado Marcelo Chalreo, presidente da comissão de direitos humanos da OAB-RJ. Felizmente, a atividade transcorreu com tranquilidade e grande êxito.

Denunciamos que o monitoramento e a repressão aos movimentos populares e partidos de esquerda serão cada vez mais constantes, tendo em vista a conjuntura de ataques dos vários governos burgueses a direitos trabalhistas, sociais e democráticos da classe trabalhadora. No caso do Rio de Janeiro, em nome da realização dos jogos olímpicos, aprofunda-se a seletividade do dito Estado Democrático de Direito.

Nesse sentido, o ataque à sede do PCB não é restrito apenas ao partido. A criminalização da pobreza e dos movimentos populares afetam a vida cotidiana de milhares de mulheres e homens da classe trabalhadora em todo o nosso país. É urgente a mais ampla unidade dos setores democráticos e de esquerda contra a ofensiva conservadora capitaneada pela burguesia e seus governos.

Unidade dos que lutam!

Em defesa dos direitos dos trabalhadores!

Pelo Poder Popular!




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