VIOLÊNCIA POLICIAL

PM do RJ mata costureira negra e a degradação social se aprofunda

No Estado onde há uma intervenção federal como exército nas ruas a violência policial dispara e o número de negros mortos pela polícia só cresce enquanto o problema da violência social está longe de ter solução.

quinta-feira 23 de agosto| Edição do dia

A costureira Vânia Silva Tibúrcio Lopes, brutalmente assassinada pela PM, foi enterrada na tarde desta quarta-feira (22), às 15h, no cemitério Nossa Senhora das Graças em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A cunhada da vítima, Simone Prado declarou sobre o caso:
"O policial estava despreparado, sem necessidade ele deu dois tiros para matar.”

Casos como esses são cada vez mais recorrentes, onde o debate é justamente não na falta de preparo da polícia, mas sim em como todo seu treinamento e atuação enquanto instituição está a serviço da repressão dos trabalhadores e especialmente dos negros que no Brasil vivem em condições muito piores, segregados socialmente nas favelas e sujeitos a violência tanto do crime organizado como daqueles que supostamente declaram estarem ali para “proteger a população”.

Na terça (21), a Corregedoria da Polícia Militar abriu procedimento interno para apurar as circunstâncias em que a Vânia foi baleada, mas sabemos que enquanto esses julgamentos estiverem exclusivamente nas mãos da própria instituição não haverá justiça real para as famílias que sofrem com esse genocídio sistemático, população deve julgar os assassinos de forma aberta.

O marido, que estava no volante, garante ter obedecido à ordem, mas assim mesmo um agente atirou e acertou Vânia, demonstrando um claramente a intenção: pouco importa ser uma trabalhadora, um casal de negros num carro claramente para a polícia é uma algo a ser eliminado.

Enquanto existir a polícia para proteger os interesses da burguesia e impedir que a classe trabalhadora se erga contra os ataques dos governos não haverá um basta no genocídio do povo negro, o problema da violência social só será resolvido quando esses explorados e oprimidos garantirem sua própria proteção organizados em seus locais de trabalho, elegendo destacamentos que defenderão seus interesses contra os desmandos e a violência policial.

Somente com um programa que responda aos problemas mais sentidos pela população do Rio com a enorme crise econômica é que vai ser possível dar uma saída efetiva para o problema da violência urbana fruto da degradação desse sociedade capitalista de miséria e repressão.




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