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PM à paisana atira 11 vezes contra homem negro em briga de trânsito e a vítima é presa

Uma briga de trânsito em São Paulo terminou com um dos condutores, jovem trabalhador negro, alvejado por um dos 11 tiros disparados por policial à paisana, e logo em seguido sendo acusado de tentativa de homicídio.

segunda-feira 29 de janeiro| Edição do dia

As informações foram publicadas pelos Jornalistas Livres. O DJ Aluisio Martins de Souza e a policial militar Paloma Celeste Dadão Teixeira envolveram-se em uma briga de trânsito em São Paulo, próximo à rodoviária Barra Funda, no último sábado (27). A PM alega que se sentiu ameaçada pelo DJ, que segundo ela declarou estava armado e a ameaçou de morte. Por esse motivo, ela teria disparado 11 vezes contra ele.

Após conseguir fugir dos disparos e ir para o hospital devido ao tiro que lhe acertou o ombro, Aluisio foi levado para a delegacia onde havia um Boletim de Ocorrência contra ele por “tentativa de homicídio qualificada”, na qual a PM constava como vítima. Apesar de toda história contada pela policial, não foi encontrada nem há nenhum indício de que houvesse uma arma com Aluisio. O DJ ainda foi levado para a cela sem o direito de falar com seu advogado e lhe foi negado o direito de responder em liberdade.

A realidade para os trabalhadores negros na sociedade racista em que vivemos é sempre essa: sempre considerado suspeito e sempre na mira das armas da polícia. Até mesmo quando uma PM de folga quase transforma uma banal briga de trânsito em cena de assassinato, disparando sua arma 11 vezes, quem responde por tentativa de homicídio é o trabalhador negro desarmado e que foi alvejado, e nunca a policial, já tão acostumada e treinada a puxar o gatilho quando a pele é preta.




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