Economia

CRISE ECONÔMICA

PIB em queda, burguesia pressiona por ataques

O nível de atividade da economia continua em queda, previsão do PIB medido IBC-BR registra queda entre outubro e setembro.

quinta-feira 15 de dezembro de 2016| Edição do dia

O IBC-BR é um indicador que representa uma previsão do PIB futuro para, assim como outros indicadores, “guiar” as ações dos investidores e do BC. Segundo o dado mais recente esse indicador demonstra queda do PIB em 0,48% se comparado com setembro. Tal retração de outubro mostra uma intensificação em comparação com o ano anterior, e foi o quarto mês seguido de queda. A queda acumulada no ano soma quase 5%.

O PIB é uma importante ferramenta de avaliação da “saúde” da economia, pois demonstra o nível de produto que essa economia criou em determinado tempo, ou seja, é um medidor da atividade econômica. Mas a questão é mais profunda que isso.

No atual cenário político, a direita sai as ruas para falar que a culpa da crise é de um grande aumento do gasto público, com gastos sociais entre outros, que gera um aumento da inflação e uma perda de confiança dos investidores, que preferem não produzir no país. Contudo, a questão que se coloca é que mesmo após o golpe, a “fada da confiança” dos investidores não voltou para o país.

Por um lado, a direita e toda a corja golpista aprova medidas como a PEC 241 e a reforma da previdência para tentar retomar tal confiança a partir de corte da população mais pobre, dos trabalhadores em geral e da juventude precária. Logo, essa tentativa de retomar a confiança das “águias” internacionais passa por um profundo cenário de precarização das condições de vida.

Por outro lado, se esse cenário já muito ruim não se confirma a economia poderá entrar em um grande depressão com demissões em massa (mais do que observado), uma alta ainda maior da inflação e outras questões que caracterizariam um verdadeiro caos na vida da população. O setor privado ainda descontente com as medidas já implementadas, pressiona por mais ataques que certamente acarretaram em privatização, terceirização e austeridade.

Apesar do governo acenar para previsões de crescimento no começo de 2017, que antes estavam para o final do ano, não podemos confiar que serão essas águias carecas que resolverão os problemas econômicos do país. Que longe de passar por uma avaliação apenas do gasto público e da oferta de moeda na economia, passa por um questionamento do sistema que vivemos. A população deve ter o direito de discutir a economia e os problemas que a mais afetam, por isso defendemos uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para que possamos debater e decidir sobre os rumos do país.




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