Política

AUTORITARISMO JUDICIAL

PF persegue criminalmente professor da UFSC após denúncia a arbitrariedades da PF

Desde de fevereiro de 2017, a UFSC vem sendo alvo de investigações e de ações autoritárias por parte da Polícia Federal contra professores. Uma ex-delegada da operação Lava-Jato de Curitiba, Erika Mialik Marena, acusa de ter sua honra violada por professor que lamenta suicídio de ex-reitor, perseguido pela operação em 2017.

segunda-feira 30 de julho| Edição do dia

A partir da Operação Moucos, que investiga desvios de recursos federais da universidade desde 2017, o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivio foi preso por 18 dias acusado de obstrução da justiça, fato que declarou, em mensagem póstuma, ter motivado que cometesse suicídio em outubro de 2017.

O professor de jornalismo Aureo Mafra Moraes, chefe de gabinete do ex-reitor, é a nova vítima de processos arbitrários. Nem o ex-reitor, nem o chefe de gabinete, estão sendo incriminados pela operação, mesmo assim são vítimas de retaliação.

Policiais federais abriram um inquérito contra Aureo pois admitem terem visto indícios de crimes de calúnia e difamação em reportagem comemorando o aniversário de 57 anos da UFSC, produzido por alunos em dezembro. Os indícios se dão em base a frase “a reação da sociedade a tudo aquilo que nos abalou neste ano” mencionada nesse vídeo por Aureo, fazendo referência a morte do ex-reitor.

Veja o vídeo:

Durante essa fala, assim como em outros momentos do vídeo, aparecem faixas críticas aos responsáveis pelo suicídio do ex-reitor, com os dizeres “agentes públicos que praticaram abuso de poder contra a UFSC e que levou ao suicídio do reitor”, estampando o rosto de Erika, da juíza que decretou a prisão do ex-reitor, Janaína Cassol, e do responsável pela operação no MPF, André Bertuol. Além dessa, haviam outras faixas denunciando o abuso de poder por parte do Judiciário.

É escandaloso o nível de arbitrariedade por parte desses juízes, delegados e procuradores, que perseguem professores com base em declarações, prende e nega críticas a própria atuação. Um verdadeiro símbolo do crescente autoritarismo do Judiciário, que desde a Lava-Jato tem inspirado juízes a atuarem como bem entendem, violando direitos democráticos elementares. A mais profunda violação nesse sentido foi contra o direito da população decidir em quem votar a partir da condenação e prisão de Lula, como forma de fortalecer candidatos que aplique ajustes ainda mais duros do que o PT promete.




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