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PF mira falcatruas de adversário de Bolsonaro no PSL para blindar o esquema do clã presidencial

Na manhã de hoje (15) a Operação Guinhol, a pedido do Ministério Público Eleitoral, realizou investigações em um endereço ligado a Luciano Bivar, presidente do PSL.

terça-feira 15 de outubro| Edição do dia

A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na casa do deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL, em Jaboatão dos Guararapes (PE), nesta terça-feira (15). A operação apura o uso de candidatura laranja pelo partido do presidente Jair Bolsonaro na eleição de 2018. Também são cumpridos mandados na sede do PSL em Pernambuco e em uma gráfica.

Ao todo, nove mandados foram autorizados pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para a Operação Guinhol, atendendo a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE).

O esquema de candidaturas laranja do PSL, que desviou os recursos destinados às candidaturas de mulheres, veio à tona no começo do ano quando o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, passou a ser investigado. Entretanto, na semana passada, a partir de reportagem da Folha que apresentava uma planilha de uma gráfica que confirmava o uso de caixa dois para desviar os recursos das candidaturas-laranja para o financiamento de outras campanhas do partido, incluindo aí Bivar e Bolsonaro, fez com que o escândalo escalasse e detonasse uma crise interna no PSL.

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Além de outros elementos de disputa que já haviam dentro do partido, Bolsonaro buscou se afastar do escândalo das candidaturas-laranja, inclusive abrindo movimentos para a sua saída do partido, levando seu clã e outros apoiadores. O clã Bolsonaro chegou até a fazer um pedido de abertura das contas do partido dos últimos cinco anos, buscando se eximir da corrupção. O que provocou retaliações por parte de Bivar e a cúpula do partido que afastaram os bolsonaristas de comissões internas.

A operação da PF ao agir de forma seletiva, avançando apenas em relação a Bivar, se insere nessa batalha interna do PSL, blindando Bolsonaro. Mais uma vez o autoritarismo judiciário, nesse caso sob tutela de Bolsonaro, intervém de forma coercitiva e seletiva para resolver conflitos políticos.




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