CRISE DOS COMBUSTÍVEIS

PETROBRAS: Temer quer "cuidado" com política de preços que mantém submissão ao imperialismo

quarta-feira 30 de maio| Edição do dia

Na última terça-feira, dia 29, o presidente Michel Temer afirmou que poderia reexaminar “com muito cuidado” a política de preços da Petrobras. O presidente afirmou ainda que a atual política é muito melhor do que anteriormente, no governo de Dilma.

Em meio a uma mobilização impulsionada por empresários, dando vida a uma greve de caminhoneiros com pautas patronais, pedindo apenas a redução do preço do Diesel, sem mencionar a gasolina e o gás de cozinha, mais utilizados pela população em geral, por outro lado, uma greve de fato operária, que começa nesta quarta-feira, pedindo a redução de todos os combustíveis, Michel Temer vem tendo que falar sobre a estatal.

A atual política de preços da empresa tem em vista aplicar uma política de maior submissão ao imperialismo, remunerando empresários estrangeiros enquanto a população é obrigada a pagar o preço que aumenta praticamente todos os dias, sendo que no caso da gasolina, este chegou a quase R$ 10 nos últimos dias.

Os empresários por um lado criaram essa greve de caminhoneiros praticamente forçada, para reduzir o preço apenas do Diesel, aplicando subsídios que seriam pagos - mais uma vez - pela população.

De outro havia uma greve marcada dos petroleiros que a FUP-CUT já adiava há tempos, que tem como objetivo reduzir o preço de todos os combustíveis e tirar das costas do trabalhador o preço da entrega covarde que o governo de Temer faz ao imperialismo.

Para que isso se dê de fato, é preciso construir uma forte greve para lutar com unhas e dentes por uma Petrobras 100% estatal, gerida pelos próprios petroleiros, indo contra a mobilização patronal que pede subsídios para que os trabalhadores paguem por outras vias a alta dos combustíveis, tirando assim das mãos de Pedro Parente, atual presidente da estatal, que há tempos vem vendendo refinarias da empresa, avançando no projeto de privatização.

Temer e Parente cansaram de dizer que a política de preços da empresa não estava sob controle do governo, apesar disso, após a pressão dos empresários com a greve dos caminhoneiros, mais de uma redução já foi anunciada. Agora Temer disse que é possível “reexaminar” a política de preços - mas tomando cuidado.

O cuidado que Temer toma na verdade significa dizer que não pretende diminuir a submissão ao imperialismo, nem cessar o processo de privatização da empresa, apenas está pressionado, e neste caso é preciso alerta, por que não só os petroleiros estão pressionando mas também essa fração da burguesia que encabeça a greve dos caminhoneiros, que pretende por outras vias descontar na população os custos dessa política.




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