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SAÚDE E EDUCAÇÃO

PEC Emergencial de Bolsonaro e Guedes quer acabar com serviços públicos como saúde e educação

Bolsonaro e Paulo Guedes preparam extenso "pacotão de ajustes". Uma das medidas irá acelerar o desmonte da saúde e educação, abrindo espaço para a privatização e fazendo com que o dinheiro que "poupam" garanta o pagamento da dívida pública.

terça-feira 5 de novembro| Edição do dia

Bolsonaro e Paulo Guedes, Ministro da Fazenda, apresentaram nesta terça-feira (5) o pacotes de ataques para prosseguir com seu projeto de governo que visa acabar com os direitos e serviços públicos para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise.

Depois de aprovada a reforma da previdência, que há tempos vinha sendo colocada como insuficiente perto dos imensos ataques que estão impostos à este governo, Bolsonaro irá implementar uma manobra fiscal que na prática irá colocar fim aos serviços públicos como saúde e educação, abrindo ainda mais as portas para a privatização.

O "modelo chile" ainda é vislumbrado por este governo, em especial por Paulo Guedes, que já elogiou o país onde todos os serviços públicos são privatizados.

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A versão mais recente desta proposta, que ainda não foi divulgada, incluirá todas as despesas com aposentadorias e pensões vinculadas às duas áreas nos cálculos do mínimo constitucional. Isso impõe que, os gastos farão parte do valor mínimo que o governo é obrigado a gastar para garantir os serviços públicos, no caso saúde e educação.

De forma geral, a PEC emergencial de Bolsonaro garantirá ainda mais brechas para atacar os serviços públicos, "poupando" um dinheiro que na prática é desviado para a dívida pública. Guedes já declarou que seu projeto de governo irá acabar com os serviços públicos buscando pagar a escandalosa, fradulenta, interminável e ilegal dívida pública.

Bolsonaro já se mostrou o verdadeiro inimigo da educação e da saúde, e por consequência, inimigo dos trabalhadores e da juventude, bem como dos demais setores da sociedade que serão esmagados pelas suas políticas neoliberais, privatistas e entreguistas. Avançando com a privatização da Eletrobrás e aprofundando ainda mais a entrega do petróleo brasileiro e de partes da Petrobras, este governo está disposta a arrancar cada direito básico e legitimo da população para garantir o lucro dos capitalistas.

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O "modelo chileno" que Bolsonaro e Guedes avançam para implementar no Brasil mostrou seu fracasso ao mundo todo com a rebelião da população chilena que já dura semanas. Manifestações massivas com alto grau de enfrentamento contra as forças policiais e militares de Sebastián Piñera, verdadeiras heranças da ditadura de Pinochet, denunciam a catástrofe deste modelo, questionando toda a organização e exigindo até mesmo uma nova constituinte.

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Se Bolsonaro e Guedes seguem se inspirando no modelo econômico do Chile, a classe trabalhadora brasileira e, em especial, a juventude, que no país vizinho é parte majoritária da luta contra Piñera, deve se inspirar neste exemplo de enfretamento e questionamento, que grita ao mundo que precisamos fazer com que os capitalistas paguem pela sua própria crise.

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É necessário colocar toda a força dos trabalhadores, da juventude, mulheres, negros, LGBTs e indígenas para enfrentar esse projeto de governo que sugará o sangue o suor para garantir o pagamento dessa dívida e o aumento da exploração do trabalho para que siga crescendo o lucro dos capitalistas.




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