PDT e PSB votam a favor de que trabalhemos aos domingos e feriados sem adicional

Deputados do PDT, de Ciro Gomes e Tabata Amaral, e do PSB votaram à favor da Medida Provisória 881, a “MP da Liberdade Econômica”, que permite trabalho aos sábados, domingos e feriados, sem o pagamento de horas extras caso seja oferecida folga compensatória, diminui as folgas obrigatórias para apenas um domingo por mês, entre outras “liberdades” para que os capitalistas nos explorem ainda mais do que a reforma trabalhista de Temer já lhes permite.

quarta-feira 14 de agosto| Edição do dia

Deputados do PDT, de Ciro Gomes e Tabata Amaral, e do PSB votaram à favor da Medida Provisória 881, a “MP da Liberdade Econômica”, que permite trabalho aos sábados, domingos e feriados, sem o pagamento de horas extras caso seja oferecida folga compensatória, diminui as folgas obrigatórias para apenas um domingo por mês, entre outras “liberdades” para que os capitalistas nos explorem ainda mais do que a reforma trabalhista de Temer já lhes permite.

Votaram a favor 15 dos 23 deputados do PDT, e 13 dos 31 do PSB. São eles:

PDT: Afonso Motta (RS), Alex Santana (BA), Eduardo Bismarck (CE), Fábio Henrique (SE), Félix Mendonça Júnior (BA), Flávio Nogueira (PI), Gustavo Fruet (PR), Jesus Sérgio (AC), Mário Heringer (MG), Marlon Santos (RS), Pompeo de Mattos (RS), Robério Monteiro (CE), Silvia Cristina (RO), Subtenente Gonzaga (MG), Tabata Amaral (SP).

PSB: Átila Lira (PI), Emidinho Madeira (MG), Felipe Carreras (PE), Felipe Rigoni (ES), Jefferson Campos (SP), JHC (AL), Júlio Delgado (MG), Liziane Bayer (RS), Luciano Ducci (PR), Luiz Flávio Gomes (SP), Rodrigo Coelho (SC), Rosana Valle (SP), Ted Conti (ES).

Enquanto as organizações de juventudes desses dois partidos se chamam de “socialistas”, suas bancadas parlamentares ajudam os capitalistas a aprovar mais mais ataques contra os trabalhadores, como fizeram com a reforma da previdência. Essa reforma também foi apoiada pelos governadores do PT e PCdoB que tentaram incluir seus próprios estados na proposta do governo federal, aprovada em 10 de julho. Enquanto o Congresso votava esse ataque todas esses partidos e suas juventudes garantiam que o Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que ocorria ali do lado, em Brasília, durante a votação, não passasse de uma grande festa. Rifam nossos direitos em troca dos privilégios de suas burocracias sindicais e estudantis e de respeitabilidade perante as classes dominantes, visando incertas eleições futuras.

As organizações de esquerda que se reivindicam antiburocráticas, como o PSOL e a Oposição de Esquerda da UNE, precisam construir um polo alternativo que tenha a força para impor às centrais sindicais, onde se encastelaram esses burocratas, um plano de lutas com assembleias nos locais de estudo e trabalho, paralisações e atos de rua contra a MP 881, a reforma da previdência e todos os outros ataques. Os capitalistas que paguem pela crise!




Tópicos relacionados

Governo Bolsonaro   /    Ceará   /    PDT   /    Ciro Gomes

Comentários

Comentar