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PCdoB se alia com MBL na eleição do DCE da Unicamp

Na Unicamp está aberto o processo eleitoral para o Diretório Central dos Estudantes, onde a UJS está fazendo chapa com o grupo Apenas Alunos, que tem membros do MBL.

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quarta-feira 8 de novembro| Edição do dia

Após o PCdoB ter liberado sua bancada para votar a favor dos ataques contra os trabalhadores e ter chamado Rodrigo Maia, o presidente golpista da Câmara de Deputados, como convidado de honra do seu Congresso partidário, agora mostra novamente seus acordos sem princípios em busca de votos: na Unicamp, a UJS, juventude do PCdoB, está fazendo chapa para DCE com o grupo Apenas Alunos, que tem membros do MBL.

O Apenas Alunos surgiu na Unicamp após a greve 2016 para atuar fundamentalmente contra o movimento estudantil que estava protagonizando uma das suas maiores lutas, se auto-organizando contra os cortes da reitoria, em defesa das cotas étnico-raciais e a favor da permanência estudantil. A primeira medida desse grupo enquanto representantes do Conselho Universitário foi retirar a autonomia dos estudantes na organização da votação para escolha de seus próprios representantes, defendendo junto à reitoria que a votação seja online e controlada pela burocracia universitária.

Com o contraditório discurso de "pluralidade ideológica", o Apenas Alunos, com seus membros do MBL, vem se constituindo na Unicamp em defesa do discurso e ideologia hegemônica dos que governam a universidade para que ele se mantenha elitista e voltada aos lucros. Estão defendendo a repressão da reitoria aos estudantes e trabalhadores, apoiando os cortes, sendo conivente com as punições aos grevistas e propondo medidas de monitoramento da vida acadêmica dos estudantes bolsistas.

Em uma conjuntura reacionária, com a reforma trabalhista para entrar em vigor, com a queima de imagens de feministas, como fizeram com a Judith Butler em sua palestra no Brasil, e a censura aos museus, Escola Sem Partido, estar com o MBL é apoiar e promover todos esses ataques e conservadorismo. Com isso mostra mais uma vez que está seguindo os passos do PT e Lula, que disse que é o momento de perdoar os golpistas, deixar o grito indignado de "Fora Temer" de lado e aceitar cada ataque feito aos jovens, trabalhadores, mulheres, LGBTs, negros, artistas etc.

A UJS, que é direção da maior entidade estudantil do país, a UNE, se alia aos setores mais reacionários da crise política brasileira. Todo discurso que fizeram no 55° Congresso Nacional da UNE se mostrou demagógico, pois sem a concepção de independência politica e combate por parte de sua direção, está muito distante de ser uma alternativa para a luta dos estudantes e trabalhadores, mas, pior, está se aliando aos que mais nos odeiam e que querem nos ultraexplorar.

O discurso da UJS contra os ataques foi há muito tempo deixado de lado pelo seu partido e demais setores petistas, na primeira oportunidade se transforma num discurso amigo da direita golpista para justificar suas ambições eleitorais. Essa é a receita para a construção de um DCE burocrático e que desarma o movimento estudantil, por isso é preciso construir uma alternativa auto-organizada dos estudantes e em aliança com os trabalhadores para enfrentar a reitoria conservadora e construir um pólo de resistência e combate aos golpistas.

veja também: PCdoB e MBL juntos nas eleições estudantis na UNICAMP: entenda esse caso escandaloso




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