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PAC do Golpe: para facilitar votação do impeachment, golpista Temer libera obras

O ajustador Temer lançou ontem o "PAC do Golpe".

terça-feira 9 de agosto| Edição do dia

O presidente golpista Michel Temer recebeu nesta segunda-feira, 8, no Planalto um grupo de senadores para definir um pacote de 1.519 obras paralisadas. O encontro ocorreu na véspera da votação no plenário do Senado do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) sobre o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

A retomada dessas obras, com valores entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões, totalizando R$ 1,8 bilhão, atende a um pedido dos senadores e, indiretamente, é uma forma de fazer um afago a eles - responsáveis pela análise final do impeachment.

Na segunda-feira, oficialmente, o Planalto tentou demonstrar distância da garantia de votos dos senadores. A votação no plenário hoje, embora exija maioria simples para dar andamento ao processo, será uma prévia dos números que Temer terá, no fim de agosto, para garantir ou não a permanência no cargo.

A definição das obras seria anunciada no dia 2, mas foi adiada para esta segunda.

Dos quatro senadores presentes, apenas Hélio José (PMDB-DF) não declarou seu voto, embora na admissibilidade do processo tenha votado contra Dilma. Interlocutores do Planalto dizem que ele deve votar pelo impeachment.

Novo presidente, velhos métodos corruptos. Impeachment era para combater a corrupção?

Houve quem acreditasse no discurso da mídia e aceitasse o chamado da FIESP, do Habib’s, do MBL do grupo do estruprador confesso Alexandre Frota e tomasse as ruas falando que o impeachment era para acabar com a corrupção. Esta nova medida de Temer mostra os meandros desta democracia do suborno. Seja ele direto ou indireto.

Com informações da Agência Estado




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