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Guerra na Ucrânia | Otan recrudesce militarismo com envio de soldados para o Leste Europeu em meio à guerra

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, anunciou na terça-feira (23) que a aliança militar quer enviar grupos de combate adicionais para quatro países em seu flanco leste, em resposta à guerra na Ucrânia. É preciso rechaçar fortemente o recrudescimento por parte da Otan da militarização na Europa Oriental à serviço dos EUA e dos países imperialistas europeus, e também repudiar a guerra levada adiante pelo autoritário e reacionário Putin. Não à guerra! Fora as tropas russas da Ucrânia! Fora OTAN da Europa Oriental! Não ao rearmamento imperialista!

quarta-feira 23 de março | Edição do dia

Imagem: Kenzo Tribouillard/AFP via Getty Images

"Espero que os líderes estejam de acordo com o fortalecimento da posição da aliança em todos os domínios (...) O primeiro passo é o envio de quatro novos grupos de combate para Bulgária, Hungria, Romênia e Eslováquia", afirmou Stoltenberg, na véspera de uma cúpula da aliança transatlântica.

A organização também dará apoio adicional à Ucrânia para enfrentar ameaças nucleares, químicas, ou biológicas.

Stoltenberg afirmou esperar, na cúpula de quinta-feira em Bruxelas, que se aprove "apoio adicional, incluindo assistência em cibersegurança, assim como equipamentos para ajudar a Ucrânia a se proteger de ameaças químicas, biológicas, radiológicas, ou nucleares".

É preciso que haja mobilizações em todo o mundo contra a guerra, que exijam a retirada das tropas russas da Ucrânia e, ao mesmo tempo, denunciem o papel da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o rearmamento das potências imperialistas ocidentais. Toda a esquerda precisa lutar para garantir que o repúdio à ocupação russa expresso por aqueles que se mobilizam em todo o mundo contra a guerra, especialmente na Europa, não seja utilizado para promover o militarismo e o rearmamento das potências imperialistas.

Na Ucrânia, a resistência à ocupação russa deve tomar um caminho independente da subordinação à Otan pregada por Zelensky. Na Rússia, a oposição à guerra deve ser o ponto de partida para um fim revolucionário do governo reacionário de Putin (algo que não pode vir do setor burguês de oposição liderado por Navalny).

Um grande movimento ao redor do mundo contra a guerra atual com estas características seria sem dúvida um grande ponto de apoio para o desenvolvimento de processos revolucionários para questionar toda a ordem imperialista. A unidade internacional da classe trabalhadora, mais necessária do que nunca, só pode se desenvolver com base em uma intervenção nos processos de luta que agora estão em andamento.

Não à guerra! Fora as tropas russas da Ucrânia! Fora Otan da Europa Oriental! Não ao rearmamento imperialista!

Declaração da FT-QI: Não à guerra! Fora as tropas russas da Ucrânia! Fora OTAN da Europa Oriental! Não ao rearmamento imperialista!




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