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ALIANÇA OPERÁRIO ESTUDANTIL | Os estudantes precisam se levantar em apoio à greve dos petroleiros!

Carolina CacauProfessora da rede estadual em Nova Iguaçu-RJ e dirigente do Quilombo Vermelho - Luta Negra Anticapitalista e MRT

segunda-feira 9 de novembro de 2015 | 14:09
Estudantes em apoio aos tabalhadores do Bandejão da USP - 09/11/2015 - YouTube
Trabalhadores do Bandejão atrasam o almoço para dizer basta! - 9/11/2015 - YouTube

A greve da Petrobrás já dura 10 dias (em algumas unidades que aderiram depois 8), já sendo a mais longa petroleira desde a histórica greve de 1995. Naquela greve os petroleiros se levantaram contra o descumprimento do acordo coletivo e contra a tentativa de privatização da empresa por FHC. Agora, uma nova geração de petroleiros se levanta novamente contra a privatização. E seu inimigo é o PT, o governo Dilma.

O plano de “desinvestimento” do governo federal prevê a entrega de um terço da maior empresa do país, a Petrobras. Serão entregues 57 bilhões de dólares, de usinas de bio-combustíveis e fertilizantes, até gasodutos, termelétricas, refinarias e plataformas! O plano de “desinvestimento”, um eufemismo para privatização, já começou a ser aplicado com a venda de 47% da Gaspetro (gasodutos e empresas de gás de cozinha) para a gigante japonesa Mitsui (que também é a maior acionista da Vale do Rio Doce), e se essa operação for autorizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), a Mitsui já será dona de praticamente todas empresas de gás do país.
Essa é uma pequena mostra do que nos reserva o governo PT, o mesmo que entregou de bandeja o pré-sal com o leilão do campo de Libra, com relação aos recursos naturais do nosso país. Com relação ao pré-sal, o governo federal também não perde em nada para o PMDB e o PSDB, que cada qual a sua maneira tentam criar leis para facilitar a entrega não só da Petrobras mas diretamente dos poços de petróleo ao imperialismo, seja pelo modelo de concessão como quer Pezão (PMDB-RJ) ou seja retirando a exclusividade operacional da Petobras sobre estes campos (projeto de Lei do Serra).

Os vastos recursos do petróleo poderiam ser usados para investir em saúde, educação e na construção de moradias populares. Mas todos este partidos, que governam atacando as áreas sociais em nome de um “ajuste na economia” (fechando escolas, sucateando hospitais e universidades, etc), não têm vergonha nenhuma de entregar nossas riquezas para o capital imperialista da Shell, Total, Exxon etc.
A greve dos petroleiros enfrenta o ajuste fiscal e a retirada de seus direitos trabalhistas, mas também combate a maior entrega de riquezas minerais desde a privatização tucana da Vale do Rio Doce . Portanto, essa é uma luta de todos e deve ser apoiada ativamente por todos estudantes, Centros Academicos e DCEs de norte a sul do país.

A Federação Única dos Petroleiros, FUP, federação majoritária dos petroleiros, prepara uma traição dessa greve porque apoia o governo Dilma, e quer evitar o desgaste do mesmo. Por isso é essencial que os estudantes estejam ao lado dos petroleiros, mostrando que não estarão sozinhos nessa luta.

A UNE, que dizia ter conquistado 75% dos royalties do pré-sal para a educação, também está calada diante dessa imensa entrega privatista do governo Dilma porque há anos se tornou uma correia de transmissão do governo do PT. Continuarão calados enquanto quase 40% do patrimônio da Petrobras é entregue ao imperialismo por “seu” governo, ou colocarão o corpo na rua para defender os petroleiros e a Petrobras?

Os coletivos de juventude do PSOL, JSOL, Juntos, RUA, Construção seguirão sem se mover frente a esta histórica greve privilegiando seus acordos com o MTST e a CUT na Frente do Povo Sem Medo, um acordo que blinda o governo em nome do combate à direita? Seguiram este rumo ou junto a Juventude às Ruas tomaremos as ruas dos país, iremos aos piquetes levar nossa solidariedade?

Opinamos que a ANEL, que construímos junto a estudantes independentes e o PSTU, pode fazer muito mais do que está fazendo e sermos linha de frente a que os estudantes se levantem em apoio aos petroleiros.




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