JORNADA DE LUTA 19/02

Os estudantes da USP podem se organizar contra as reformas e o avanço do golpe

Declaração da juventude Faísca sobre a necessidade de organizar a luta contra as reforma da previdência e pelo direito do povo decidir em quem votar, na USP

quinta-feira 8 de fevereiro| Edição do dia

Temer anunciou que pretende colocar para votar, ainda em fevereiro, de preferência logo após o carnaval, a reforma da previdência. A cereja do bolo dos ataques dos golpistas, para que continuem jogando em nossas costas uma crise que não fomos nós que geramos. Isso ocorre ao mesmo tempo que vimos a condenação arbitrária de Lula, por 3 juízes que ganham mais de 20 mil reais por mês, não foram eleitos por ninguém. Enquanto a Lava Jato e a lei da ficha limpa deixam impunes políticos com provas muito mais escancaradas, como Aécio, Alckmin e Temer, o que mostra como o "combate à corrupção" nunca virá por meio do judiciário. Dando continuidade ao golpe institucional, retiram o direito da população votar em quem quiser, sempre buscando garantir a qualquer custo seus interesses. Mesmo Lula e o PT falando de "perdão aos golpistas" e apresentando sua própria reforma da previdência, o simples fato de não conseguirem aplicar as reformas no ritmo e intensidade que a burguesia deseja, já é suficiente para mais uma arbitrariedade do judiciário.

Se até agora não foi aprovada essa reforma, é porque o enorme rechaço popular divide até mesmo a base golpista, preocupada com as eleições esse ano. Com importantes demonstrações de vontade de lutar, por parte da classe trabalhadora, como a greve geral de 28 de abril, feita depois de muita pressão às centrais sindicais. Não podemos ficar a mercê de Temer e os golpistas, reunirem os votos necessários e definirem a data da votação, para começar a organizar nossa luta. É preciso começar desde agora a organizar assembleias e reuniões em cada local de estudo e trabalhado para construir a jornada de luta do dia 19 de fevereiro. E preparar uma verdadeira greve geral capaz de derrotar de vez essa reforma da previdência e pelo direito da população decidir em quem votar.

A USP teve um papel muito importante na articulação da greve do dia 28 de abril, aqui em São Paulo, com a participação de muitos alunos às mobilizações. Mesmo estando de férias, existem coisas que poderiam ser feitas sobre isso. Nesse dia 8, vai acontecer um Conselho de Centros Acadêmicos (CCA). Seria muito importante que o DCE e os Centros Acadêmicos incorporassem como pauta desse espaço a discussão sobre a votação da reforma da previdência e os impactos do avanço arbitrário do judiciário. Pensando como preparar um plano para mobilizar os estudantes, que mesmo de férias querem fazer algo contra esses ataques. Preparando nossa intervenção organizada em um bloco no dia 19 e um verdadeiro plano de lutas, com espaços de discussão e deliberação para que o conjunto dos estudantes possam ser parte dessa organização. Buscando se unificar com os trabalhadores de dentro e fora da USP na construção de uma greve geral contra a reforma da previdência e pelo direito do povo decidir em quem votar.

Os setores que hoje são parte da oposição de esquerda na USP, precisam se unificar para exigir que a atual gestão do DCE, composta pela majoritária da UNE (PT, UJS e Levante), prepare um verdadeiro plano de mobilizações em nossa universidade. Mas também, exigir que a UNE construa essa mobilização em cada Universidade onde estão. Fortalecendo dessa forma a luta nacionalmente. É importante que na matrícula da Fuvest e na própria calourada, os cursos sigam tendo discussões políticas e participando de ações como esta. Sendo que os centros acadêmicos podem cumprir um papel fundamental para fomentar a participação dos estudantes nisso. Pois sabemos que o que ocorre no Brasil não se descola de todos os problemas que encaramos no nosso curso e na nossa vida na universidade.

Imagem: DCE livre da USP, estudantes durante a manifestação do dia 28 de abril de 2017




Tópicos relacionados

Julgamento de Lula   /    Reforma da Previdência   /    USP

Comentários

Comentar