Juventude

Os estudantes da UFRN precisam tomar a greve geral em suas mãos: que o DCE construa uma forte assembleia!

A juventude e os estudantes indicaram o caminho para derrotar o pacto de Bolsonaro com os golpistas pela reforma da previdência e o pacote “anti-crime" e racista de Moro. Na UFRN, é urgente retomar as fortes assembleias que prepararam o dia 15 com paralisações nos cursos, assim como organizar ações que coloque os estudantes para convocar os trabalhadores à greve geral do 14J. O DCE precisa convocar uma assembleia geral que permita aos estudantes decidirem os rumos da mobilização pela greve geral.

quarta-feira 5 de junho| Edição do dia

Nesse dia 30, vimos que segue queimando a chama da juventude para lutar contra os ataques do governo e o pacto precário pelas reformas neoliberais entre Bolsonaro, Maia e o STF. Seu espírito combativo, latente com os ataques às universidades e institutos federais, não poderia ter surgido da cabeça de “professores doutrinadores”, como quer inventar Bolsonaro e Weintraub.

Referendou a força que vimos no dia 15, que precisa ser direcionada para construir nas universidades, fábricas, e transportes, uma greve geral no dia 14J, cerrando as fileiras de estudantes e trabalhadores.

Na UFRN, o dia 15 foi construído com dezenas de assembleias sendo organizadas nos cursos. Fomos parte do mais de 1 milhão nas ruas de todo o país, rompendo com a passividade que reinou nos primeiros meses de Bolsonaro, reunindo cerca de 70 mil em Natal. A assembleia geral, apesar de chamada de um dia para o outro pelo DCE, reuniu cerca de 400 estudantes, que levaram o indicativo de paralisação em cada unidade.

No dia 30, fomos mais de meio milhão pelo país e 15 mil em Natal. Foi certamente um dia muito forte, mesmo que dirigentes da UNE declarassem que os atos “não eram contra nem a favor do governo”, Bolsonaro admitiu que chora de angústia com a nossa força.

Foi um dia que a UNE se viu obrigada a convocar e se aferrar na condução da energia estudantil despertada no dia 15. Não obstante, enquanto anunciavam que “o dia 30 vai ser maior”, sua convocatória passou por fora dos espaços de autoorganização de base, assim quiseram controlar a energia liberada no dia 30, excluir a bandeira da reforma da previdência enquanto garantia junto às centrais sindicais a divisão entre a luta estudantil e operária. Não fosse isso, o dia 30 teria sim sido maior.

Isso ficou evidente na UFRN, pois a única assembleia geral que aconteceu não foi construída pela gestão do DCE, composta pelas correntes majoritárias da UNE, que não organizou passagens em sala e difundiu uma imagem de WhatsApp chamando assembleia “em defesa da democracia”. Tampouco colocou a entidade a serviço dos estudantes que quisessem organizar assembleias nos cursos.

Para que no dia 14 de Junho a UFRN seja de fato parte um forte dia de greve geral em Natal, é urgente fazer um chamado a retomada das assembleias de base. Os estudantes e os trabalhadores precisam tomar as rédeas da greve geral em suas mãos.

Por isso, nós do Esquerda Diário Nordeste e juventude Faísca, junto ao Centro Acadêmico de Filosofia e ao Centro Acadêmico de Políticas Públicas, propomos ao conjunto dos CAs, aos partidos como PSOL, POR e PCB, a construírem um abaixo-assinado exigindo ao DCE a convocação de uma assembleia geral para o dia 10 de junho. Em reunião do Comando Unificado da UFRN, no entanto, os companheiros da LSR (PSOL), POR e PCB foram contra somar a construção dessa medida em exigência ao DCE, aceitando a passividade imposta pela UNE na universidade.

Essa medida medida tratava de incindir na base de estudantes da UFRN chamando a que tomem em suas mãos o curso da luta contra os cortes a educação e a reforma da previdência. Convidamos a cada estudante que veja a necessidade de construir esse chamado a levá-lo aos seus cursos, passando o abaixo-assinado em sala de aula e a se somando na divulgação online.

Clique aqui e assine: Chamado aos estudantes da UFRN para a convocação de uma assembleia geral estudantil pelo DCE rumo a Greve Geral do dia 14J

É preciso exigir também que o nosso DCE organize espaços de autoroganização próprios dos estudantes da UFRN, como um comando de delegados local, eleitos em cada assembleia de curso, que fossem revogáveis caso deixassem de responder às decisões tiradas nas assembleias. O Comitê Unificado poderia se somar a esse chamado, estendendo a proposta as demais categorias da universidade que também convoquem assembleias de base e deliberem delegados para levar a posição das categorias para o comando.

Junto a isso, precisamos exigir que a UNE batalhe por fortalecer os espaços de auto-organização dos estudantes, sobretudo as assembleias, para que dessas assembleias possamos erguer um Comando Nacional de delegados eleitos por esses espaços, e que tome a frente de coordenador os rumos da mobilização. Se a UNE se desse essa tarefa, estaria fortalecendo as entidades, colocando elas a serviço de dar a base estudantil em luta o controle sobre o processo.

Porém, a UNE é hoje dirigida pelo PCdoB através da UJS, que apoiou a eleição de Rodrigo Maia, com quem o governador Flavio Dino estreita relações, mas também pelo PT, cujos governadores do Nordeste estão todos negociando uma reforma da previdência “diet” junto ao governo. Nem falar o fato de Rui Costa (PT), governador da Bahia, ter defendido cobrança de mensalidade nas universidades e ter cortado o salário de professores em greve contra seus cortes às universidades estaduais.

São os mesmos partidos por trás da CUT e da CTB, que estão em um acordo tácito com Rodrigo Maia de pacificar o movimento sindical enquanto aceitam sua promessa de revogar o ataque ao imposto sindical. Essas representações sindicais se calam frente ao apoio explícito da UGT, que controla sindicatos de transportes em diversas cidades, à reforma de Bolsonaro, ou a fala de Paulinho da Força de que não devemos barrar a reforma, mas apenas “esvazia-la”.

É preciso exigir que as entidades sindicais rompam suas negociações com Rodrigo Maia, sobretudo após a força demonstrada pela juventude, e busque ligar unificar a partir dos sindicatos com a poderosa massa estudantil, incorporando suas bandeiras à luta contra a reforma da previdência.

Nacionalmente, abrimos um debate ao PSOL, que constrói a Oposição de Esquerda da UNE, ao Boulos, que recentemente percorreu as universidades pelo país e reuniu milhares de estudantes, e aos parlamentares do PSOL, para que utilizem todo o espaço que tem chamar a juventude a ir para a porta das fábricas, escolas, garagens para unificar com os trabalhadores impondo à burocracia sindical uma forte greve geral para derrotar os ataques à educação e o pacto de Bolsonaro, do Centrão e do STF pela Reforma da Previdência.

Grupo de Estudos "Armas da Crítica" debate Greve de Massas, de Rosa Luxemburgo




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