Gênero e sexualidade

SENADO ARGENTINO

Os argumentos grotescos dos que estão contra o direito ao aborto na Argentina

Tal como acontece no Brasil, a bancada da direita argentina não tem pudores em declamar argumentos reacionários.

quarta-feira 8 de agosto| Edição do dia


Aborto en Senadores. Los reaccionarios argumentos de los que votan en contra - YouTube

Desdes moralismos que ferem a laicidade do Estado até falas dizendo que estupro dentro de casa não é abuso. Veja o vídeo e as piores declarações na votação do Senado Argentino.

Rodolfo Urtubey (foto) para justificar seu voto contra a legalização do aborto alegou que "não era oportuno, conveniente, ou necessário avançar neste projeto. Paro o senador, o debate correto seria em relação ao "aborto causado". Neste contexto, disse que " o abuso está claro na sua formulação, ainda que teria que ver alguns casos nos quais o abuso não tem um componente de violência para a mulher".

"Nos casos de abuso intrafamiliar não há violência, ainda que não se possa falar de consentimento. Não é violência clássica"

A senadora kirchnerista García Larraburu (FPV), além de acusar de violentos os coletivos feministas, usou uma argumentação tortuosa para defender seu voto, alegou que: "é um projeto que não tem nada a ver com nossa idiossincrasia, é uma solução escandinava para um país que em muitas coisas se assemelha ao Haiti".

O senador Esteban Bullrich de Cambiemos, partido de Macri, busco valorizar sua definição de vida para defender seu voto. Em tom filosófico começou seu discurso indagando "O que é a vida? A vida é o que nos faz estar aqui hoje. Sem vida o resto não existe. Por isso, a vida é importante... Sem vida não há Constituição Nacional, não haveria este Senado. Sem vida não existiria sanção de leis, luta de gêneros, não há nada"

O presidente Maurício Macri, em um ato de sincericidio, declarou que a democracia venceria independente do resultado da votação. Caso o aborto não seja legalizado, milhares de mulheres seguirão morrendo todos os anos nas clínicas clandestinas. O que há de democrático nisso?




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