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PRIVILÉGIOS

Orçamento para 2017: Concurso não, aumento para ministros do STF sim

A proposta de orçamento federal para o ano de 2017, enviada pelo governo golpista ao Congresso Nacional, não prevê a realização de novos concursos públicos, mas contempla reajustes para os ministros do Supremo Tribunal Federal. A informação é do ministro golpista do Planejamento, Dyogo Oliveira. "Não estamos prevendo a realização de novos concursos. Exceto aquilo que a LDO prevê como exceções, que são basicamente substituição de terceirizados, as decisões judiciais e saldos de concursos já autorizados anteriormente. Além da entrada de academias militares.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

sexta-feira 2 de setembro| Edição do dia

"Embora não haja definição sobre a aprovação desses projetos, temos conhecimento que estão em tramitação e que tem possibilidade de que sejam aprovados.

"Consideramos a possibilidade de que venham a ser aprovados. Não significa que estamos manifestando apoio’’ cinicamente declarou o golpista Oliveira. Segundo ele, é ’correto’’ que o governo coloque, na proposta de orçamento, uma previsão para a possibilidade de que isso venha a ocorrer. "Deixamos uma provisão. Está lá do ponto de vista de projeção porque é uma possibilidade que venha ocorrer’’, concluiu ele.

De acordo com o ministro do Planejamento, a estimativa do governo para os reajustes salariais, contida na proposta de orçamento para 2017, é de que os aumentos elevarão as despesas públicas em R$ 15,9 bilhões no Executivo no ano que vem, e em R$ 1,2 bilhão para os demais poderes. A proposta, que deverá ser votada em 8 de setembro, os ministros do STF teriam reajuste, a partir de 1º de Janeiro de 2017, de 16,38% em seus salários. Na semana passada, os integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adiaram a votação que concede o reajuste aos magistrados da Suprema Corte.

Por ser referencia salarial no país, a elevação dos contracheques dos ministros golpistas do Supremo tem um efeito cascata sobre as remunerações de todos os magistrados federais, como do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral, do Tribunal Superior do Trabalho e do Superior Tribunal Militar.

Considerando-se o efeito dominó, a estimativa é de que o reajuste nos salários dos ministros do STF possa gerar um impacto total de 717 milhões por ano aos cofres públicos.

Frente ao cenário de doze milhões de desempregados e a tendência deste número aumentar depois do golpe, não realizar concursos é mais um crime cometido por este governo golpista. Tudo o que a turma do Michel Temer quer é que cada vez mais tenham postos de trabalho precários, assim como aumente o número de desempregados já existente no país. Só assim que os golpistas vão "atrair o investimento’’ externo para o país.

Conforme afirmou em seu discurso de posse, o Michel Temer Golpista quer fazer com que a crise seja paga pelos os trabalhadores e demais setores populares da sociedade. Somente impondo para a grande maioria da sociedade o trabalho precário, altas jornadas, perdas de direitos e também baixos salários que os golpistas vão fazer com que os grandes empresários e também funcionários de alto escalão enriqueçam cada vez mais.

O aumento de salario para os Ministros mostra que os golpistas vão dar uma "recompensa’’ para o trabalho sujo destes "senhores’’. Após ter cumprindo um papel fundamental para que o golpe acontecesse, Michel Temer vai dar aumento de salário para esta casta privilegiada que não foi eleita por ninguém. Estes funcionários de alto escalão, junto com os grandes empresários e banqueiros estão nos seus condôminos fechado rindo do empobrecimento dos trabalhadores e populares da sociedade.

Por sua vez, o aumento salário aos ministros do Supremo Tribunal Federal está sendo contestado por setores do PSDB e do DEM. Para esta ala apoiadora do golpe, é preciso segurar o aumento dos ministros do STF porque o imperialismo quer extrair do país o máximo de riqueza possível. Ao mesmo que divergem sobre o aumento dos ministros do Supremo Tribunal, os golpistas tucanos tem acordo em não realizar concursos públicos para 2017.

Não podemos aceitar estes ataques deste governo que tem a intenção de rebaixar o nível de vida de milhares de luta. Está na hora de organizarmos. É preciso exigir que a CUT rompa a sua paralisia e que a Força Sindical rompa com o governo golpista de Temer para colocar em pé um plano de luta que barre as privatizações e impeça que os ataques como da reforma previdência e trabalhista aconteça.




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